Centro-Oeste
Alcolumbre confirma votação da CPMI do INSS com quebra de sigilo do filho de Lula
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu confirmar a votação da CPMI do INSS, que aprovou 87 requerimentos, incluindo a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão foi tomada por meio de uma votação simbólica, onde os parlamentares favoráveis permaneceram sentados e os contrários se levantaram. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a aprovação baseado no quórum de 31 parlamentares presentes. Para que os requerimentos fossem rejeitados, seriam necessários pelo menos 16 votos contrários, um número maior que os 14 registrados pelos parlamentares da base aliada.
Governistas entraram com recurso alegando que a maioria dos membros rejeitou os itens da pauta, apresentando fotos e vídeos como prova de que 14 parlamentares se manifestaram contra a aprovação. Entretanto, após análise da Advocacia e da Secretaria-Geral da Mesa do Senado, Alcolumbre concluiu que não houve violação clara das regras e que o número de votos contrários não foi suficiente para mudar a decisão.
Em entrevista coletiva, Carlos Viana afirmou que não ficou surpreso com a decisão e que sua atuação seguiu o regimento. Ele lamentou as cenas de agressão ocorridas durante a votação e ressaltou que a CPMI continuará investigando o caso do INSS de forma imparcial, submetendo todos os requerimentos a votação.
A decisão foi bem recebida pela oposição. O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse que isso dá esperança para quem quer ver as investigações avançarem. Eduardo Girão (Novo-CE) elogiou a firmeza da medida, destacando que ela reforça a credibilidade do Senado.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), concordou com a decisão, dizendo que ela ajuda a uniformizar os procedimentos futuros e fortalece a colaboração entre os parlamentares. Ele também comentou que as investigações devem ser completas e comparou a quebra de sigilo de Fabio Luis Lula da Silva com a de filhos de ex-presidentes, que também não foram submetidas a votações.

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