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Conflito no Oriente Médio: Pernambucanos enfrentam incertezas para voltar ao Brasil

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A intensificação do conflito no Oriente Médio nas últimas semanas tem causado preocupações para pernambucanos que se encontram na área.

Leonardo Igrejas, 68 anos, e Áurea Igrejas, 66, estão entre os que aguardam uma decisão sobre a possibilidade de retornar ao Brasil.

O casal está a bordo de um cruzeiro da MSC desde o último sábado (28), no Porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A viagem, celebrando os 43 anos de casamento, incluía roteiros por Doha, Bahrein, Abu Dhabi e retorno a Dubai previsto para esta sexta-feira (6).

No entanto, devido ao agravamento dos conflitos em várias nações do Oriente Médio, o cruzeiro foi suspenso e permanece no Porto de Dubai.

Segundo Leonardo, o ambiente dentro da embarcação está seguro, sem relatos de explosões, e as atividades internas, como apresentações teatrais, shows e refeições, estão mantidas.

Preocupações com o Retorno

O principal receio do casal é a indefinição sobre a data de retorno ao Brasil, originalmente marcada para sábado (7). O aeroporto local ainda opera com restrições.

Leonardo Igrejas informou que, na última atualização, as autoridades dos Emirados permitiam a saída de até 42 voos por hora, mas isso não significa necessariamente voos para o Brasil. O Aeroporto de Dubai é um dos maiores em movimento de passageiros no mundo.

Permanece a apreensão sobre a possibilidade de prolongamento da estadia na região, especialmente considerando o aumento potencial do conflito.

Áurea Igrejas comentou: “Vínhamos com a expectativa de conhecer e aproveitar diferentes lugares, mas a viagem foi interrompida. Estamos tranquilos enquanto nosso limite atual se mantém, mas se for necessário estender a estadia, isso gera insegurança.”

Tensão em Doha

Roberta Ramos, outra pernambucana em situação semelhante, está junto do marido Felipe Saboya. Ela estava retornando ao Brasil e fez conexão no Aeroporto de Doha, Catar, vindo de Bangkok, Tailândia.

Ao chegar em Doha, no dia 28 de fevereiro, Roberta relatou que os alarmes soavam e o espaço aéreo estava fechado.

A Qatar Airways tem providenciado alojamento e suporte em um hotel na capital do Catar por três noites.

Roberta descreve: “Ouvimos explosões intensas de vez em quando. Houve noites sem barulho, mas em uma madrugada recente uma explosão forte nos despertou. Estamos preocupados com a escalada da situação e a possibilidade de não conseguir sair enquanto ainda há chance.”

Ela reside em Salvador, Bahia, com o marido, e mantém contato com a família no Brasil apenas por mensagens, o que complica a situação, principalmente por ter dois filhos pequenos, de 3 e 5 anos.

“Ainda não há previsão de retorno. Todos os dias, às 9 horas da manhã, recebemos atualizações. Nos últimos três dias, foi informado que não há voos disponíveis. O Aeroporto de Doha continua fechado sem previsão de reabertura.”

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