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Economia

Correios têm cerca de 2 mil funcionários no primeiro PDV

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A primeira etapa do Plano de Desligamento Voluntário (PDV) realizada pelos Correios contou com a participação de aproximadamente 2 mil colaboradores, conforme informações da empresa. Esse número ainda está distante da meta estipulada pela alta administração, que pretende atingir 10 mil desligamentos ainda este ano.

A previsão é que até o final de 2027, cerca de 15 mil colaboradores tenham optado pelo desligamento voluntário. Essa ação tem como objetivo gerar uma economia anual estimada em R$ 2,1 bilhões.

Apesar de ser um resultado parcial, a liderança dos Correios demonstra preocupação quanto ao êxito do programa, que está sob o comando do presidente Emmanoel Rondon. O plano permanece aberto para adesões até 31 de março, e os funcionários que desejam sair da empresa no dia 16 deste mês tiveram o prazo para inscrição encerrado nesta segunda-feira. Os desligamentos ocorrerão entre abril e maio.

Fontes internas indicam que as condições do PDV implementado este ano são bastante similares ao modelo de 2025, durante a gestão de Fabiano Silva dos Santos, quando apenas 3.600 colaboradores aderiram. As indenizações possuem um teto de R$ 600 mil.

Especialistas apontam que esse valor limita o interesse de servidores em cargos mais altos, mas reconhecem que essa estrutura é a mais viável para que o programa seja financeiramente compensador dentro do plano de reestruturação da estatal, que visa a redução dos custos fixos.

Como estratégia para tornar o programa mais atrativo, os Correios lançaram um novo plano de saúde que inclui dependentes, cujo custo é assumido pelos funcionários, porém tem um valor mais acessível comparado a planos individuais. Além disso, há expectativa de que o fechamento de algumas unidades estimule a adesão ao PDV.

O PDV integra um conjunto de medidas adotadas pela direção para reverter o prejuízo histórico da empresa e incluirá ainda a venda de imóveis que pode gerar receita de até R$ 1,5 bilhão, a regularização de dívidas, o aprimoramento da qualidade dos serviços e a busca por parcerias para diversificar fontes de renda.

Novo Empréstimo

As medidas estão sendo financiadas por um empréstimo de R$ 12 bilhões firmado no final do ano passado com um consórcio de cinco bancos. O governo já autorizou uma nova linha de crédito de até R$ 8 bilhões para 2026, com garantia da União. A negociação com as instituições financeiras está prevista para esta semana.

No contexto da pior crise da história da empresa, o contrato inicial de R$ 12 bilhões foi celebrado para permitir a implementação de ações que revertam o quadro deficitário, sendo que o objetivo da gestão liderada por Emmanoel Rondon é alcançar um total de R$ 20 bilhões em empréstimos.

Recentemente, o Conselho Monetário Nacional (CMN), composto pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central, aprovou uma atualização no limite para operações de crédito por órgãos públicos, incluindo um limite específico para os Correios com garantia da União.

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