Mundo
Irã controla Estreito de Ormuz, rota vital para combustíveis
O Irã declarou que tomou o controle total do Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o transporte global de combustíveis. Enquanto isso, Israel ampliou os ataques contra Teerã e o Líbano, marcando o quinto dia de um conflito que gerou grande instabilidade no Oriente Médio.
Em meio a essa crise, diversos países enfrentam dificuldades para retirar seus turistas e expatriados da região do Golfo.
Os ofensivas contínuas do Irã contra os países petrolíferos vizinhos e o domínio sobre o Estreito de Ormuz, pelo qual passam cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial, causaram um aumento acentuado nos preços dos hidrocarbonetos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a Marinha dos EUA está preparada para escoltar petroleiros através desse corredor marítimo estratégico.
A Guarda Revolucionária, braço militar ideológico do regime iraniano, anunciou que atualmente o controle total do Estreito está sob sua jurisdição.
O governo iraniano já havia emitido alertas para que navios evitassem a área, o que levou as maiores empresas de navegação a suspenderem suas operações no Estreito. O general Ebrahim Jabbari prometeu ‘queimaria’ qualquer embarcação que tentasse atravessar o local.
O conflito segue intenso, com bombardeios atingindo Teerã e outras áreas do Irã, que retaliam com ataques a bases norte-americanas e danificam interesses econômicos dos EUA na região.
Donald Trump afirmou que as forças americanas já derrotaram a Marinha e Força Aérea iranianas. O Exército dos EUA relatou ter atingido cerca de 2.000 alvos desde o início das operações.
Entre os líderes iranianos eliminados está o líder supremo Ali Khamenei, cujo funeral foi adiado sem data definida.
Um conselheiro próximo ao falecido líder rejeitou negociações e declarou que o Irã está determinado a continuar o conflito.
Uma região antes considerada segura enfrenta agora a ameaça constante de drones e mísseis iranianos. O Kuwait registrou a morte de uma criança de 11 anos atingida por estilhaços de projéteis.
Em Teerã, os residentes permanecem em abrigos ou têm abandonado a cidade de 10 milhões de habitantes devido às frequentes explosões e nuvens de fumaça.
“Dormimos no chão, protegendo nossas cabeças e mantendo distância segura das janelas para evitar ferimentos causados pela explosão dos vidros,” contou Amir, 50 anos.
A agência oficial Irna informou que mais de mil pessoas, entre civis e militares, já perderam a vida desde o início das hostilidades.
A busca por um sucessor para Khamenei ocorre em meio a ameaças de Israel, que declarou que o novo líder será um alvo para assassinato, independentemente de sua identidade ou localização.
Israel mantém suas operações também no Líbano, que foi arrastado para o conflito após ataques do grupo Hezbollah, alinhado ao Irã, ao território israelense.
Um bombardeio aéreo atingiu um hotel em Hazmieh, área predominantemente cristã próxima a Beirute, e o Exército israelense atacou a região sul da capital libanesa, considerada um reduto do Hezbollah.
O governo dos EUA recomendou que seus cidadãos deixem a região, embora encontrar voos comerciais disponíveis esteja cada vez mais difícil devido aos cancelamentos em massa.
Embora Trump tenha chamado os iranianos para uma revolta, ele afirmou que não busca a mudança de regime com essa operação conjunta com Israel, que ocorre semanas após a repressão violenta aos protestos internos no Irã.
O Pentágono confirmou a identidade de quatro dos seis soldados americanos mortos até o momento, vítimas de um ataque com drones no Kuwait.
A tensão diplomática se intensificou entre Espanha e Estados Unidos, após o governo espanhol negar o uso de suas bases militares para a ofensiva contra o Irã. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, deixou claro seu posicionamento contra a guerra.
A União Europeia manifestou apoio à Espanha e declarou estar pronta para defender seus interesses e os de seus membros.
Enquanto o conflito continua, os mercados globais enfrentam instabilidade. O preço do petróleo segue em alta, o que levou a uma queda significativa nas bolsas asiáticas, particularmente em Seul, onde o índice caiu 12%. Os mercados europeus operam com estabilidade após duas sessões de perdas.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login