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Delegado confirma nova vítima de abuso sexual ligada a grupo no RJ

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A investigação iniciada após o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em um apartamento na Zona Sul do Rio de Janeiro foi ampliada. A Polícia Civil do Rio está apurando atualmente três casos separados de violência sexual, todos relacionados em parte ao mesmo grupo de jovens.

O delegado Ângelo Lages, responsável pela 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), revelou a existência da terceira vítima. Trata-se de uma menor, estudante do Colégio Pedro II, que denunciou ter sofrido abuso em outubro do ano passado durante uma festa promovida pela própria escola.

“As investigações ainda estão no início. Esta terceira vítima também é menor de idade e teria sido abusada exclusivamente por Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos”, explicou o delegado em entrevista no programa Encontro com Patrícia Poeta, da TV Globo.

Os três casos sob análise

Com esta nova denúncia, o inquérito compreende três incidentes distintos, não envolvendo necessariamente os mesmos suspeitos.

  • O primeiro caso, que resultou na prisão de alguns membros do grupo, aconteceu no fim de janeiro deste ano. Uma adolescente de 17 anos afirma ter sido atraída para um apartamento em Copacabana e violentada por quatro jovens maiores de idade. Um menor também é suspeito de participar, sendo apontado como o organizador e responsável por convidá-la.
  • O segundo caso veio à tona após a divulgação do primeiro. A mãe de uma menina de 14 anos relatou à polícia que sua filha foi abusada por três homens ao longo de 2023. Entre os suspeitos estão Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, e o menor mencionado anteriormente, além de um terceiro homem ainda não identificado. A investigação aponta semelhança na abordagem dos crimes.
  • O terceiro episódio envolve outra adolescente que denunciou ter sido vítima durante uma festa escolar na Zona Sul em outubro do ano passado. Nesta ocorrência, Vitor Hugo é o único acusado.

Possibilidade de mais vítimas

O delegado reforçou que as autoridades trabalham com a hipótese de surgirem novos relatos sobre atos semelhantes. As investigações estão no começo, e o objetivo é esclarecer e individualizar a participação de cada suspeito em cada situação.

“Em pouco tempo, já surgiram duas outras vítimas. Há indícios em redes sociais que outras meninas possam ter sofrido abusos por este grupo, ou por alguns integrantes dele. Contamos que mais vítimas venham à delegacia para prestar depoimento”, afirmou Ângelo Lages.

Até o momento, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se apresentaram à polícia. Já Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin continuam foragidos. O menor investigado aguarda decisão da Vara da Infância e Juventude.

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