Mundo
Conflito atual no Oriente Médio
Israel realizou ataques significativos no Irã nesta quarta-feira (4), atingindo dezenas de objetivos e executando ofensivas de grande escala na capital da República Islâmica, Teerã, que, por sua vez, declarou estar com o controle completo do vital Estreito de Ormuz.
Desde o início do conflito, desencadeado por ataques de Israel e Estados Unidos em 28 de fevereiro, as tensões se intensificaram.
Ações militares no Irã
O Exército de Israel comunicou que lançou diversos ataques contra locais-chave do regime iraniano, incluindo a derrubada de um caça YAK-130 sobre Teerã por um avião F-35. Um ataque destruiu um importante centro militar subterrâneo do programa nuclear iraniano, afetando consideravelmente a capacidade do país para desenvolver armamento atômico.
Os Estados Unidos também participaram das operações, afirmando que bombardearam quase 2.000 alvos desde o início da guerra, com uma intensidade superior à registrada no começo da invasão do Iraque em 2003.
Ampliação dos ataques no Líbano
Israel aumentou os ataques no Líbano, atingindo o palácio presidencial em Beirute, áreas ao sul da cidade e posições do grupo Hezbollah. Após ordens de evacuação, um bombardeio atingiu a periferia sul da capital, afetando até um hotel próximo a missões diplomáticas e causando múltiplas mortes.
Resposta do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã lançou mais de 40 mísseis contra alvos norte-americanos e israelenses. Um míssil iraniano atingiu uma base militar dos EUA no Catar, sem vítimas. O Irã declarou não ter intenção de negociar e estar preparado para um conflito prolongado, alertando que agirá com firmeza contra inimigos da República Islâmica.
Funeral e sucessão de Khamenei
O funeral de Ali Khamenei, falecido durante os ataques, foi adiado devido à previsão de grande participação. Khamenei governou o Irã por quase quarenta anos e será enterrado em sua cidade natal, Mashhad. Israel ameaçou eliminar qualquer sucessor escolhido pelo regime iraniano.
Controle estratégico e impacto econômico
A Guarda Revolucionária afirmou controlar totalmente o Estreito de Ormuz, crucial para o comércio mundial de petróleo. Os EUA indicaram que podem escoltar petroleiros na região, se necessário. O preço do petróleo aumentou, impactando bolsas asiáticas e gerando preocupação sobre a crise no Oriente Médio.
Evacuações e reforços militares
Cidadãos de vários países, incluindo França, Espanha, Alemanha e Reino Unido, estão sendo evacuados da região. França e Reino Unido enviaram reforços militares para proteger suas bases, enquanto a Espanha se posicionou contra a guerra. Autoridades internacionais expressaram preocupações sobre a legalidade dos ataques.
Declarações de líderes
Donald Trump afirmou que o Irã poderia atacar primeiro e que suas ações podem ter antecipado a resposta israelense. O Pentágono identificou quatro dos seis militares americanos mortos, vítimas de ataque com drone no Kuwait.

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