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PT denúncia TSE por impulsionar posts contra Lula após desfile de escola de samba
PT protocolou quatro representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando impulsionamento ilegal de propaganda eleitoral negativa por políticos após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O levantamento feito pelo PT aponta que diversos políticos, incluindo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o deputado Filipe Barros (PL-PR), e Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à Câmara, foram responsáveis pelo impulsionamento.
O Planalto está preocupado com o alcance dessas publicações e o possível desgaste para Lula, interpretando esta ação como um movimento antecipado da oposição. O PT solicitou ao TSE que suspenda imediatamente o impulsionamento dessas publicações e proíba novos impulsionamentos similares.
A ministra Estela Aranha é a relatora dos pedidos no TSE. O partido também intensificou o diálogo com representantes de grandes plataformas tecnológicas para discutir e monitorar esse tipo de impulsionamento.
O documento obtido pelo GLOBO, que circula entre a cúpula do PT e aliados, apresenta detalhes sobre as publicações impulsionadas, incluindo valores pagos (maioria em torno de R$ 100, nenhum acima de R$ 700), duração do anúncio e alcance estimado.
Entre os perfis com maior investimento e alcance estão Filipe Barros, com vídeo crítico ao governo, e Ricardo Nunes, que publicou um vídeo criticando o desfile.
Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, também impulsionou um vídeo feito por inteligência artificial com críticas ao governo. Todos afirmam que os recursos utilizados são próprios e não verba pública.
Renato Bolsonaro usou o impulsionamento para classificar o desfile como “absurdo” e ingressou com representações judiciais contra Lula.
Em contrapartida, o governo minimizou as críticas e afirmou que investigações serão conduzidas para identificar responsáveis, considerando o impulsionamento ilegal e crime eleitoral.
O levantamento lista ainda influenciadores e perfis que espalharam críticas, alguns sem impulsionamento pago.
Internamente, reconhece-se que a presença de autoridades no desfile foi um erro que expôs politicamente Lula, especialmente junto ao segmento evangélico, criando desgaste desnecessário.
Antes do desfile, o próprio entorno do presidente tinha receio da exposição política e possíveis ações judiciais, fato que se confirmou ao decorrer do evento.

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