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Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para prisão estadual

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça permitiu a transferência dos investigados presos na Operação Compliance Zero, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro, das instalações da Polícia Federal para o sistema penitenciário estadual, após os procedimentos iniciais de custódia serem realizados.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que comunicou ao Supremo que suas unidades não possuem infraestrutura adequada para manter detidos por longos períodos. De acordo com o órgão, as Unidades de Trânsito de Presos (UTP) são destinadas apenas para custódia temporária, utilizada para atos administrativos como identificação e registros formais decorrentes do cumprimento de mandados judiciais.

A Polícia Federal destacou ainda que a permanência prolongada de detentos em suas instalações pode comprometer as investigações em andamento e aumentar os riscos à segurança institucional, pois essas unidades não contam com os recursos típicos de presídios, como atendimento médico constante, visitas regulares e acompanhamento especializado.

Ao analisar o pedido, Mendonça concordou que as instalações da Polícia Federal são adequadas somente para custódias breves e que a manutenção prolongada de presos ali pode desviar o efetivo policial e prejudicar as atividades principais da instituição.

Com isso, o ministro autorizou que, após a finalização dos trâmites cartorários relativos às prisões, os investigados sejam enviados ao sistema penitenciário estadual, onde ficarão à disposição do STF. Será responsabilidade das autoridades prisionais garantir a custódia dos detentos e realizar escoltas para audiências, atendimentos médicos e demais deslocamentos necessários.

Mendonça autorizou nesta quarta-feira a terceira fase da Operação Compliance Zero, que resultou novamente na prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, além de outros envolvidos. A investigação conduzida pela Polícia Federal apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, envolvendo crimes como gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As autoridades afirmam que o esquema teria usado estruturas do mercado financeiro para captar recursos e movimentar ativos de alto risco ou baixa liquidez, além de operações que serviriam para ocultar prejuízos e desviar dinheiro. A decisão também menciona possíveis comunicações com servidores públicos e tentativas de interferir nas investigações.

A Operação Compliance Zero já conta com três fases. A primeira, iniciada em novembro de 2025, investigou a venda suspeita de carteiras de crédito sem lastro para outras instituições financeiras. A segunda fase, em janeiro deste ano, ampliou o foco para o uso de fundos de investimento vinculados à gestora Reag para a circulação de recursos e aquisição de ativos problemáticos. A terceira fase, recentemente autorizada pelo STF, inclui prisões adicionais e medidas cautelares contra os envolvidos no caso.

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