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Dificuldades de Cuba por perseguição ideológica, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio a Cuba na quarta-feira (4), afirmando que o país caribenho enfrenta desafios devido a uma perseguição ideológica. Essa declaração ocorreu durante a abertura da 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, no Palácio do Itamaraty, Brasília.
De acordo com Lula, líderes mundiais que deveriam concentrar esforços no combate à fome acabam dedicando atenção a disputas e conflitos internacionais. Ele ressaltou que, se a ajuda internacional for negada por motivos ideológicos, outras nações em situações mais graves também merecem prioridade.
Lula afirmou: “Cuba não enfrenta fome por falta de capacidade produtiva ou energia, mas porque lhe são negados direitos básicos que todos deveriam ter.” Ele acrescentou que a rejeição à ajuda ocorre por razões políticas, citando o fato de Cuba ser um país comunista.
O presidente também mencionou o Haiti, que enfrenta níveis de fome semelhantes ou superiores aos de Cuba e sofre com a presença de gangues. Ele destacou que muitos países necessitam de assistência, enquanto a riqueza mundial se concentra cada vez mais, com algumas empresas digitais gerando receitas anuais maiores que o Produto Interno Bruto (PIB) de diversas nações.
Lula defendeu um maior direcionamento de recursos públicos para combater a pobreza, sugerindo que o governo deve realocar fundos de diferentes áreas para ajudar os mais necessitados.
Ele expressou preocupação com a falta de mobilização dos governantes globais diante da fome, observando que o tema sensibiliza principalmente organizações não governamentais e instituições religiosas. Segundo o presidente, a fome não recebe prioridade política porque as pessoas afetadas geralmente não têm capacidade de organização ou influência política, estando afastadas dos centros de poder e sem possibilidade de promover protestos ou manifestações.

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