Economia
STF forma grupo para avaliar pagamentos que ultrapassam limite do funcionalismo
O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu uma comissão composta por membros dos três Poderes para buscar soluções sobre pagamentos que, na forma de verbas indenizatórias, aumentam os rendimentos de servidores públicos além do teto constitucional. Na última quarta-feira, o grupo realizou sua primeira reunião e tem o compromisso de apresentar recomendações técnicas ao tribunal.
A iniciativa partiu do presidente do STF, ministro Edson Fachin, no contexto das discussões acerca dos chamados “penduricalhos” — benefícios concedidos como indenizações, auxílios ou ressarcimentos que, em certos casos, fazem a remuneração ultrapassar o teto estabelecido. Atualmente, esse teto equivale à remuneração de um ministro do STF, que é de R$ 46,3 mil.
Na abertura do encontro, o secretário-geral do STF, Roberto Dalledone, destacou que o assunto demanda diálogo entre várias instituições, uma vez que as normas divergem conforme as carreiras e as unidades da federação. Ele explicou que será necessário reunir dados técnicos e examinar as legislações estaduais relacionadas às verbas indenizatórias para fundamentar uma proposta de encaminhamento.
Recentemente, o STF já suspendeu pagamentos considerados indenizatórios que não têm respaldo legal para serem excluídos do teto salarial, em decisões tomadas pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes. Essas decisões ampliaram a discussão sobre remunerações excessivas no serviço público e provocaram manifestações de categorias envolvidas.
A comissão terá um papel consultivo e pretende realizar encontros regulares nas próximas semanas para consolidar informações e desenvolver propostas. A decisão final sobre o tema caberá ao plenário da Corte.
O julgamento das decisões que suspenderam os pagamentos acima do teto foi adiado e está previsto para ser retomado no dia 25 de março no Supremo Tribunal Federal.

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