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Ouro sobe com medo crescente por conflito no Oriente Médio
O ouro terminou a quarta-feira (4) em alta, impulsionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, que levou investidores a buscarem ativos considerados seguros. Além disso, a pausa na valorização do dólar americano ajudou a sustentar o preço dos metais preciosos.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril fechou em alta de 0,21%, cotado a US$ 1.934,7 por onça-troy.
A prata para maio, por outro lado, recuou 0,34%, alcançando US$ 22,63 por onça-troy.
Pela manhã, o ouro chegou a subir mais de 1%, acompanhando a escalada da guerra envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que já dura cinco dias.
As informações sobre os desdobramentos do conflito ainda são incertas, com o Irã negando veementemente uma reportagem do jornal The New York Times que afirmava que Teerã estaria tentando contato com Washington para negociar o fim das hostilidades.
A situação no Estreito de Ormuz também gera preocupação. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) declarou que mantém o controle total da área, uma rota marítima vital para o transporte mundial de petróleo e gás. Na quarta-feira, um navio com bandeira de Malta foi atingido por um projétil na região. Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Marinha dos Estados Unidos poderia escoltar navios-tanque no Estreito de Ormuz, se necessário.
Para os analistas da LMAX, a aversão ao risco domina os mercados globais devido à escalada do conflito, favorecendo ativos como o ouro e o dólar. Eles ressaltam que a conjuntura é ainda mais incerta diante de resultados econômicos variados na China, Japão, além dos dados econômicos vindouros dos EUA e da zona do euro.
Entre os indicadores econômicos, o PMI de serviços dos EUA apresentou resultados mistos, com o índice do S&P Global abaixo do esperado e o do ISM acima das previsões. Já o relatório ADP indicou uma criação de empregos superior ao estimado. No Japão e na zona do euro, o PMI de serviços ficou alinhado com as expectativas, enquanto na China os dados da indústria e dos serviços mostraram resultados variados.

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