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Economia

Balança comercial alcança quarto melhor superávit para fevereiro

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A balança comercial brasileira teve um dos melhores desempenhos para o mês de fevereiro, registrando o quarto maior superávit desde o começo da série histórica, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

No último mês, as exportações superaram as importações em US$ 4,208 bilhões, um avanço significativo comparado ao déficit de US$ 467 milhões visto no mesmo mês do ano anterior, quando se importou uma plataforma de petróleo, operação que não se repetiu em 2026, contribuindo para o saldo positivo atual.

Este resultado só fica atrás dos superávits recordes de fevereiro nos anos de 2024 (US$ 5,13 bilhões), 2022 e 2017.

Valores das exportações e importações

  • Exportações: US$ 26,306 bilhões, um aumento de 15,6% frente a fevereiro do ano passado;
  • Importações: US$ 22,098 bilhões, representando uma redução de 4,8% em relação ao mesmo período.

As exportações alcançaram o maior valor para um fevereiro desde 1989, enquanto as importações marcaram o segundo melhor desempenho para o mês, superadas apenas pelo ano passado.

Acumulado do início do ano

Nos dois primeiros meses de 2026, a balança comercial acumulou um superávit de US$ 8,023 bilhões, um aumento de 329% em comparação ao ano anterior, influenciado pela operação atípica com a plataforma de petróleo. Este é o segundo melhor resultado para este período, perdendo apenas para os dois primeiros meses de 2024.

  • Exportações: US$ 50,922 bilhões, crescimento de 5,8%;
  • Importações: US$ 42,898 bilhões, queda de 7,3%.

Desempenho por setores

  • Agropecuária: crescimento de 6,1%, com volume subindo 1,7% e preço médio 4,4%;
  • Indústria extrativa: aumento expressivo de 55,5%, impulsionado pelo petróleo, apesar de uma queda no preço médio de 3,5%;
  • Indústria de transformação: alta de 6,3%, com volume e preço médio em elevação.

Produtos em destaque nas exportações

  • Agropecuária: soja (+15,5%), frutas e nozes frescas ou secas (+33,9%), milho não moído (+8%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+76,5%), minério de ferro (+20,9%), minérios de cobre (+131,2%);
  • Indústria de transformação: carne bovina (+41,8%), ferro ou aço semiacabado (+89,7%), ouro não monetário (+71,9%).

No segmento do petróleo bruto, o aumento das exportações foi de US$ 1,622 bilhão em relação a fevereiro de 2025, sendo comum a variação mensal em função de manutenções programadas nas plataformas.

Queda nas importações

A redução dos valores importados está associada ao gás natural e à desaceleração da economia com menor volume de investimentos.

  • Agropecuária: trigo e centeio não moídos (-65,5%), látex e borracha natural (-38,9%);
  • Indústria extrativa: gás natural (-50,8%), outros minérios (-15,8%);
  • Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-70,5%), plataformas e embarcações (-8,3%), inseticidas (-44,5%).

Projeções para 2026

O Ministério do Desenvolvimento projeta um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões para este ano. As exportações devem ficar entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, enquanto as importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões.

Essas estimativas são atualizadas a cada trimestre, e novas projeções mais detalhadas estão previstas para abril. Em 2025, o superávit comercial foi de US$ 68,3 bilhões, com o recorde histórico registrado em 2023, atingindo US$ 98,9 bilhões.

Vale destacar que as previsões do Mdic são mais otimistas do que as das instituições financeiras, que estimam um superávit de US$ 68,63 bilhões segundo o boletim Focus do Banco Central.

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