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EUA podem ter bombardeado escola no Irã, diz New York Times
Um ataque aéreo ocorrido no sábado (28) atingiu uma escola no sul do Irã, possivelmente resultado de uma ofensiva americana contra uma base naval iraniana próxima, conforme aponta uma investigação do New York Times.
Nem os Estados Unidos nem Israel confirmaram responsabilidade pelo ataque na escola localizada em Minab, ocorrido no primeiro dia das hostilidades dos dois países contra o Irã, conflito que desencadeou a guerra atual no Oriente Médio.
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, declarou na quarta-feira que o Pentágono está apurando o incidente, enfatizando que as forças americanas “nunca têm civis como alvo”.
Fontes oficiais e veículos estatais do Irã relatam que o bombardeio na escola primária Shajarah Tayyebeh resultou em mais de 150 mortos, incluindo muitas crianças, embora essa cifra não tenha sido confirmada de maneira independente.
A agência AFP não obteve acesso ao local para verificar o número de vítimas ou as circunstâncias do ocorrido.
Análises feitas com imagens de satélite, postagens em redes sociais e vídeos autenticados indicam que o ataque ocorreu simultaneamente a ofensivas contra uma base naval próxima da Guarda Revolucionária.
Declarações oficiais afirmando que as tropas americanas estavam atacando alvos navais no Estreito de Ormuz, perto da base iraniana, sugerem que o ataque provavelmente partiu dessas forças, segundo o New York Times.
Dois funcionários americanos não identificados informaram à agência Reuters que os investigadores militares consideram provável que as forças dos EUA tenham realizado o ataque.
A apuração do New York Times afastou a hipótese de um míssil iraniano ter atingido a escola.
Se confirmada a origem americana da bomba que atingiu a escola, uma questão importante será se o ataque foi um erro ou resultado do uso de informações desatualizadas.
Por sua vez, uma investigação do jornal francês Le Monde publicada na quinta-feira destacou que crianças e outros civis estavam entre as vítimas do bombardeio.

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