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Moraes encerra investigação de irmã de ‘kid preto’ que tentou esconder eletrônicos em panetone
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu na quinta-feira (5) pelo encerramento da investigação contra a policial Dhebora Bezerra de Azevedo, irmã do tenente-coronel Rodrigo Bezerra, que tentou entrar no Batalhão de Polícia do Exército em Brasília com dispositivos eletrônicos ocultos dentro de uma caixa de panetone.
Em dezembro de 2024, durante uma visita ao quartel para ver o irmão, que é um dos integrantes do grupo conhecido como “kids pretos” preso por suposta participação em um plano golpista, Dhebora tentou levar um fone de ouvido, um cabo USB e um cartão de memória escondidos na embalagem do doce. Os itens foram confiscados e a visita não foi permitida.
Na ocasião, o ministro determinou a suspensão temporária das visitas a Rodrigo até que a Polícia Federal apurasse os detalhes do caso e uma possível participação do militar na tentativa de entrada dos aparelhos.
Em seu depoimento à PF, Dhebora afirmou que a ideia de esconder os equipamentos foi dela, com o objetivo de permitir que o irmão escutasse música enquanto fazia exercícios na prisão. Como policial civil do Ceará, ela tinha consciência de que sua ação não era permitida, segundo a decisão de Moraes.
Na decisão recente, o ministro arquivou o caso por entender que a conduta da investigada não teve relevância penal suficiente para caracterizar crime. Também autorizou que Dhebora volte a visitar o irmão, desde que siga as normas do Batalhão da Polícia do Exército.
“Não há relevância significativa na ação praticada por Dhebora Bezerra de Azevedo, o que torna desnecessária a aplicação da lei penal devido à insignificância da conduta, sendo desproporcional continuar a ação penal contra ela”, afirmou Moraes na decisão.
Sentença do irmão
O irmão de Dhebora, o tenente-coronel do Exército Rodrigo Bezerra de Azevedo, participou do grupo conhecido como “núcleo de ações coercitivas” (núcleo 3) em um plano golpista que visava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder após as eleições de 2022.
Como membro do grupo de operações especiais do Exército, apelidado de “kids pretos”, Rodrigo foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado e multa de 120 salários mínimos, além de pagamento de multa solidária por danos morais ao coletivo, devido aos prejuízos causados nos atos de 8 de Janeiro na Praça dos Três Poderes.
A condenação de Rodrigo e dos demais acusados ocorreu em 18 de novembro de 2025, por decisão unânime da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

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