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Imagens de satélite dos países do Golfo terão atraso de 96 horas

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A Planet Labs PBC, reconhecida fornecedora de imagens de satélite em alta resolução, anunciou nesta sexta-feira (6) que vai reter por 96 horas as imagens capturadas dos países do Golfo que sejam alvo de ataques com drones oriundos do Irã.

Normalmente, as imagens produzidas por essa companhia californiana são disponibilizadas quase que imediatamente para seus clientes, que incluem a AFP, veículos de imprensa, empresas e pesquisadores.

Em comunicado aos clientes, a empresa explicou que essa medida é temporária e faz parte do seu compromisso com práticas responsáveis para o uso dos dados e para garantir a segurança de seu pessoal, desde o início do conflito no Oriente Médio.

A Planet Labs não esclareceu se essa decisão foi tomada a pedido das autoridades dos Estados Unidos. Importante notar que as imagens do território iraniano não estão sujeitas a essa restrição.

Conforme declarou a companhia, “todas as imagens recentes dos países do Golfo e das áreas conflituosas adjacentes (excluindo o Irã) terão um atraso obrigatório de 96 horas antes de serem adicionadas ao nosso arquivo”.

O objetivo dessa ação é evitar que inimigos possam comprometer a segurança dos profissionais dos países aliados e parceiros da OTAN, assim como proteger os civis.

Além disso, a empresa alertou que à medida que o conflito progride, a área coberta por essas restrições pode ser atualizada.

Anteriormente, a Planet Labs já havia estabelecido um prazo de 30 dias para a liberação das imagens captadas da região palestina de Gaza, devastada por ações militares israelenses.

A Vantor, outra companhia americana que anteriormente operava sob o nome Maxar, nunca publicou imagens das bases militares dos Estados Unidos ou de seus aliados.

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