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Entenda o que é o protocolo de morte cerebral
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” da milícia de Daniel Vorcaro, teve sua morte oficialmente declarada na sexta-feira, após o término do protocolo de morte encefálica iniciado pela manhã, segundo os advogados. O óbito foi registrado às 18h55.
O que é morte cerebral?
Segundo o Ministério da Saúde, a morte encefálica, também chamada de morte cerebral, é considerada a morte real de uma pessoa, caracterizada pela perda total e irreversível das funções do cérebro. Isso envolve a parada das funções do córtex cerebral e do tronco encefálico.
Nesse estágio, mesmo que os batimentos do coração ainda estejam presentes, a respiração só ocorre com auxílio de aparelhos, e o coração para de bater após algumas horas. Portanto, a morte encefálica indica, inequivocamente, o falecimento do indivíduo.
O que é o protocolo de morte encefálica?
Antes de confirmar a morte cerebral, existe um protocolo rigoroso que deve ser seguido para diagnóstico. São exigidos dois exames clínicos, baseados em critérios precisos e padronizados, realizados por médicos distintos, com intervalos que variam conforme a idade do paciente.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informa que esses exames têm a finalidade de confirmar a ausência definitiva de atividade do tronco encefálico; realizar um teste de apneia para garantir que não há movimento respiratório; e um exame complementar que confirma a perda permanente da função cerebral.
Em situações assim, os órgãos e tecidos podem ser doados para transplantes, desde que haja autorização da família. A legislação brasileira que regulamenta transplantes determina que a doação só é permitida após a constatação da morte encefálica.

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