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Trump cria aliança de 17 países para combater cartéis de drogas nas Américas

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou no último sábado (7) a formação de uma aliança envolvendo 17 países das Américas com o objetivo de eliminar os cartéis de drogas que atuam no continente. O anúncio foi feito durante uma reunião de cúpula em seu clube de golfe em Doral, Flórida, com a presença de diversos governantes aliados.

Trump afirmou que o principal compromisso do grupo é o uso de força militar decisiva para erradicar as organizações criminosas transnacionais envolvidas no narcotráfico e no terrorismo. Ele destacou que essa ação pretende pôr fim definitivo às atividades desses cartéis.

Na ocasião, o presidente ressaltou que áreas significativas do hemisfério ocidental estão sob controle de gangues criminosas, situação que os líderes da região não irão mais tolerar e prometeu apoio para combater esse problema. Fez referência até ao uso de mísseis extremamente precisos para atingir os membros dessas organizações.

Entre os convidados estavam presidentes como Javier Milei (Argentina), Daniel Noboa (Equador) e Nayib Bukele (El Salvador), a quem Trump chamou de “grande presidente”. A reunião segue a nova versão da Doutrina Monroe do presidente americano, cujo objetivo é aumentar a segurança dos Estados Unidos e conter a influência de potências estrangeiras na região.

Esse contexto também inclui ações militares recentes, como a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e bloqueios econômicos a países aliados de potências rivais. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã da semana passada também influencia a conjuntura.

Preocupação com a insegurança regional

Além dos já citados, participaram da reunião presidentes da Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Panamá, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago, bem como o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast. A crescente insegurança causada pelo avanço do crime organizado é uma preocupação compartilhada por Washington e seus aliados, incluindo países que até recentemente eram considerados seguros, como o Chile e o Equador.

Essa situação tem contribuído para o fortalecimento da direita na América Latina e para a aceitação de uma postura mais intervencionista dos Estados Unidos na região. Líderes como Noboa reforçaram a cooperação com Washington, anunciando operações conjuntas contra grupos narcotraficantes.

Fragilidades e desafios da aliança

Alguns convidados possuem laços estreitos com Trump. Por exemplo, o presidente hondurenho Nasry Asfura recebeu apoio decisivo do republicano durante as eleições locais. No caso de Milei, o alinhamento político facilitou a obtenção de um acordo financeiro de grande valor com os Estados Unidos.

No entanto, especialistas apontam dúvidas quanto à durabilidade e eficácia da coalizão. A ausência de países-chave como México e Brasil, ambos com forte presença de grupos criminosos ligados ao narcotráfico, é uma limitação significativa. Trump mesmo reconheceu o México como o epicentro da violência dos cartéis, ressaltando o impacto do crime na região.

Embora haja sintonia entre os governos de direita da América Latina e o governo americano, o apoio popular na região pode ser instável devido a uma relação historicamente tensa entre os países latino-americanos e os Estados Unidos. Essa fragilidade torna incerto até que ponto as políticas defendidas por Trump serão aceitas pela população local a longo prazo.

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