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Guiné acaba com 40 partidos, incluindo os principais da oposição

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Guiné encerrou 40 partidos políticos, entre eles os três importantes grupos de oposição, conforme decreto divulgado na noite de sexta-feira (6). A ação representa mais uma medida rigorosa contra as liberdades civis sob o comando de Mamady Doumbouya.

Doumbouya assumiu o poder após um golpe de Estado em 2021 e foi eleito presidente no final de dezembro, em eleições que excluíram os líderes da oposição mais relevantes.

Desde então, dirige o país com forte repressão, limitando liberdades e proibindo manifestações. Membros da oposição têm sido presos, julgados ou forçados a deixar o país, enquanto relatos de desaparecimentos e sequestros aumentam.

O ministro responsável pela Administração Territorial e Descentralização declarou a dissolução dos partidos por não cumprirem suas obrigações legais. Estão incluídos nesta decisão os três maiores partidos do país: a União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG), comandada por Cellou Dalein Diallo; a Reunião do Povo da Guiné (RPG), do ex-presidente Alpha Condé; e a União das Forças Republicanas (UFR). A medida resulta na perda do reconhecimento jurídico dessas siglas e na indisponibilidade de seus bens.

Organizações partidárias e movimentos civis repudiaram a decisão, classificando-a como autoritária e contrária à democracia.

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