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Petro critica exclusão da Colômbia de aliança antitráfico dos EUA com países latino-americanos
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou insatisfação nesta segunda-feira (9) com a decisão de deixar seu país fora de uma coalizão formada pelos Estados Unidos junto a 17 nações latino-americanas. O objetivo dessa aliança é combater os grupos criminosos ligados ao narcotráfico.
No sábado, o ex-presidente Donald Trump anunciou uma estratégia que prevê o uso de força militar letal contra traficantes e organizações terroristas na região. O anúncio foi feito durante uma cúpula com líderes aliados em seu clube de golfe em Doral, próximo a Miami, na Flórida.
Estiveram presentes no encontro representantes da Argentina, El Salvador, Equador e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast. A maior parte dos participantes compartilham as preocupações de Washington sobre o crescimento do crime organizado no continente.
Gustavo Petro, líder da Colômbia, país maior produtor de cocaína, expressou sua discordância com a exclusão da nação na aliança.
Em evento em Viena dedicado ao combate às drogas, o presidente colombiano ressaltou: “No caso da cocaína, a Colômbia é essencial por sua experiência”. Ele também afirmou que, apesar de respeitar a formação de coalizões políticas, acredita que elencar 17 países pequenos e sem experiência não é suficiente para enfrentar as organizações criminosas.
Além da Colômbia, Trump também deixou de fora o México e o Brasil, países chave para o tráfico de drogas na região.
Desde que retornou à presidência, Donald Trump tem adotado uma postura rigorosa contra o narcotráfico, realizando bombardeios a embarcações suspeitas. No entanto, Petro questiona esses ataques, pois não foram apresentadas evidências conclusivas que comprovem o envolvimento das embarcações com o tráfico.
Ao longo dos últimos meses, o governo dos Estados Unidos aplicou sanções econômicas contra Gustavo Petro, alegando falta de ação efetiva no combate aos narcotraficantes.
Em 3 de fevereiro, líderes dos países envolvidos realizaram um encontro na Casa Branca, onde ajustaram detalhes para coordenar esforços no combate aos cartéis e grupos armados ilegais na Colômbia.

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