Economia
Economia será foco principal nas eleições de 2026
Diante do caso do Banco Master e o aumento das discussões sobre supersalários no alto escalão do funcionalismo público, o posicionamento dos candidatos ao Senado sobre a possibilidade de impeachment de membros do Supremo Tribunal Federal (STF) se tornará um dos principais temas das eleições deste ano, nas quais a alta corte terá papel de destaque acima do habitual.
“O eleitor acredita que o Senado, o Congresso e o STF agem mais em benefício próprio do que da população e dos próprios eleitores”, afirmou ela.
Decisão de última hora
Discursos contra as instituições terão “uma grande vantagem” para atrair eleitores devido a essa visão negativa. Contudo, os votos para o Senado provavelmente serão decididos no último momento, devido ao atraso no engajamento com as candidaturas e ao alto nível de desinformação. Segundo Maurício Moura, apoios ao impeachment e promessas relacionadas a isso provavelmente serão usados para captar votos nos dias finais antes da votação.
É responsabilidade exclusiva do Senado Federal processar e julgar ministros do Supremo em casos de crimes de responsabilidade, que podem resultar em impeachment ou perda do cargo.
Economia fundamental na disputa presidencial
Nas eleições presidenciais, a economia e a percepção sobre o custo de vida serão elementos decisivos para a escolha do voto, segundo avaliação de especialistas. Eles participaram de um painel mediado por César Felício, colunista e repórter especial, e Marcello Corrêa, editor de Política do Valor.
Moura minimizou a influência da segurança pública:
“Desde o fim da ditadura militar, nenhum presidente foi eleito com a pauta de segurança pública. Fernando Collor e Jair Bolsonaro foram eleitos com discursos antissistema e anticorrupção. Fernando Henrique Cardoso foi eleito com a bandeira da economia. E o PT venceu com discursos de proteção social aos pobres contra o interesse dos ricos.”
A polarização entre as duas principais candidaturas presidenciais atuais — do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — continuará sendo o contexto da disputa, como na eleição anterior. A diferença é que, agora, os eleitores estão menos decididos. As pesquisas indicam maior percentual de intenções de voto em outros candidatos, 17% contra 10% em 2022, além de um número maior de indecisos, conforme Luciana Chong.
Impacto dos preços elevados
Este cenário coloca o resultado nas mãos de um pequeno grupo de eleitores que não está em nenhum dos extremos da polarização. Moura destacou que a disputa presidencial de outubro “será decidida por 3 a 4 pontos percentuais”, o que equivale a cerca de 5 milhões de pessoas.
Ele também apontou grandes desafios nas disputas estaduais e ressaltou que os candidatos precisarão buscar eleitores além de sua base ideológica.
“Esse 3% a 4% dos eleitores estão preocupados com a economia. Esse público está muito conectado à economia real. O que será decisivo na eleição é a economia”, reforçou o especialista, acrescentando que a segurança pública terá mais destaque nas campanhas para Legislativo e governos estaduais.
Luciana Chong confirmou que a “economia realmente será um tema muito presente”:
“As pessoas percebem diariamente preços elevados, mesmo com números econômicos positivos. Isso afeta o voto, até mais que a segurança pública.”

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