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Parlamento britânico rejeita bloqueio de redes sociais para menores de 16 anos
Os parlamentares do Reino Unido votaram contra uma proposta que visava impedir que jovens com menos de 16 anos usassem redes sociais. A ideia, inspirada em uma política australiana, não contou com o apoio do governo trabalhista, que prefere aguardar os resultados de uma consulta pública.
O Senado britânico havia aprovado em janeiro uma alteração apresentada por um representante conservador, defendendo essa restrição.
O projeto teve o apoio de diversas figuras públicas, entre elas o ator Hugh Grant, mas a Câmara dos Deputados recusou a medida por 307 votos contrários contra 173 favoráveis.
A secretária da Educação, Olivia Bailey, encorajou os legisladores a rejeitar a proposta, ressaltando o início de uma consulta pública para ajudar a definir a legislação. Ela destacou que essa consulta contribuirá para permitir que as crianças interajam com o ambiente digital de maneira mais segura, saudável e positiva.
Olivia Bailey também mencionou que a proibição total não tem o consenso das organizações de proteção infantil, algumas das quais alertam que uma medida rígida poderia levar os jovens a buscar espaços menos regulados na internet ou deixá-los despreparados para usar as redes sociais quando atingirem a idade adequada.
A possibilidade de estabelecer uma idade mínima para o uso das redes sociais ainda será analisada ao final da consulta.
Uma pesquisa realizada em dezembro indicou que 74% dos britânicos são favoráveis à restrição para menores de 16 anos, enquanto 19% são contra.
Atualmente, os usuários devem ter ao menos 13 anos para criar uma conta em uma rede social, mas essa regra é facilmente contornada.

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