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Economia

Ibovespa sobe pelo segundo dia consecutivo, com alta de 1,4%

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O Ibovespa continuou sua recuperação pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira, registrando um aumento de 1,40%, alcançando 183.447 pontos. Esse movimento positivo foi impulsionado pela melhora nas tensões no Oriente Médio, após comentário do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que o conflito entre EUA, Israel e Irã pode não se prolongar.

A abertura do índice foi em 180.921 pontos, com pequena oscilação para baixo durante o dia, e chegou a atingir o pico de 185.323 pontos. O volume financeiro na terça-feira foi de R$ 31,3 bilhões, contra R$ 37,6 bilhões na segunda-feira. No acumulado da semana, o Ibovespa subiu 2,28%, embora ainda tenha queda de 2,83% no mês. No ano, o índice apresenta alta de 13,85%. Essa foi a maior variação percentual positiva em uma sessão desde 24 de fevereiro, com ganhos semelhantes de 1,40%.

O mercado seguiu atento à queda nos preços do petróleo Brent e WTI, que recuaram mais de 11% nas bolsas de Londres e Nova York, respectivamente. As ações da Petrobras tiveram leve queda: ON caiu 0,19% e PN 0,53%. Já a Vale subiu 1,64%, e os papéis dos principais bancos também tiveram ganhos, com Itaú PN subindo 1,48% e Bradesco PN 2,46%.

As maiores valorizações foram de Rumo (+6,96%), Magazine Luiza (+6,51%) e Cosan (+6,45%). As maiores baixas ficaram com Raízen (-5,45%), Braskem (-4,47%) e Direcional (-3,84%).

Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, comentou que o dia seguiu o ritmo do anterior, apoiado pela diminuição da aversão a risco, com a Rússia tentando mediar o conflito, o que influenciou a queda nos preços do petróleo. O analista ressaltou que o medo principal é uma possível interrupção no fornecimento da commodity, impactando a inflação global. O retorno a um cenário pré-conflito e o aumento do apetite por risco dependem da clareza futura, especialmente com as reuniões de política monetária previstas para a próxima semana pelo Federal Reserve nos EUA e Copom no Brasil.

Na terça-feira, o petróleo caiu mais de 11%, interrompendo três dias consecutivos de alta. Investidores consideraram relatos sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e expectativa de maior oferta global segundo a Agência Internacional de Energia, apesar do corte na produção dos países do Golfo. Em Nova York, o contrato WTI para abril caiu 11,9%, fechando a US$ 83,45 por barril; em Londres, o Brent para maio caiu 11,2%, cotado a US$ 87,80 por barril.

João Duarte, sócio da ONE Investimentos, explicou que o movimento está ligado ao enfraquecimento do dólar e à percepção de amenização das tensões no Oriente Médio após declarações de Donald Trump. Essas falas ajudaram a reduzir parte do prêmio de risco incorporado desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. No mercado cambial, o dólar à vista teve pequena queda de 0,13%, valendo R$ 5,1575.

Andressa Bergamo, especialista em investimentos e sócia-fundadora da AVG Capital, destacou que durante o dia as autoridades israelenses reforçaram o discurso de distensão, com o ministro das Relações Exteriores afirmando que Israel não deseja um conflito prolongado com o Irã, e que o encerramento das operações será coordenado com os EUA.

Nos mercados de ações dos EUA, os principais indicadores fecharam quase estáveis: Dow Jones caiu 0,07%, S&P 500 recuou 0,21%, e Nasdaq avançou 0,01%.

Alison Correia, analista e cofundador da Dom Investimentos, observa que o ecossistema financeiro continua fortemente dependente do petróleo, e variações nos preços da commodity tendem a afetar a inflação global, o que pode dificultar cortes mais rápidos nas taxas de juros. Embora a maioria do mercado espere uma redução da taxa Selic em 0,50 ponto percentual na próxima reunião do Copom, parte dos investidores já considera possível um corte menor, de apenas 0,25 ponto, na decisão do dia 18.

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