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Sheinbaum enfrenta derrota importante no Congresso do México

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Os deputados mexicanos rejeitaram na quarta-feira (11) a proposta de reforma eleitoral apresentada pela presidente Claudia Sheinbaum, marcando sua primeira derrota legislativa significativa desde o início do mandato, em outubro de 2024.

A iniciativa pretendia diminuir o financiamento aos partidos políticos e limitar o poder de nomeação de candidatos. Apesar da resistência até mesmo entre seus aliados parlamentares, que temiam prejuízos aos partidos menores, a presidente enviou a proposta há uma semana.

Por ser uma alteração constitucional, o projeto precisava de uma maioria qualificada de dois terços entre os 494 deputados presentes. No entanto, apenas 259 votaram a favor, contra 234 que votaram contra, mais uma abstenção.

A reformulação previa uma redução de 25% no financiamento público dos partidos e uma diminuição do tempo de propaganda eleitoral custeada com recursos públicos em rádio, televisão e outros meios.

Outra mudança era a intenção de eliminar as listas proporcionais usadas pelos partidos para eleger parlamentares indiretos, que atualmente representam 200 dos 500 deputados e 32 dos 128 senadores.

Antes da votação, a proposta já tinha sido criticada por especialistas, opositores e até por partidos aliados do Morena, como o Verde e o do Trabalho, cujos votos eram essenciais para alcançar a maioria qualificada. Eles argumentavam que os cortes afetariam os partidos pequenos, fortaleceriam excessivamente o Morena como partido dominante e poderiam enfraquecer a autoridade eleitoral.

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