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Defesa de Vorcaro quer parecer da PGR antes do STF decidir prisão
A equipe de defesa do banqueiro Daniel Vorcaro solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie antes que a Segunda Turma da Corte julgue se mantém ou revoga a prisão do proprietário do Banco Master.
Na sessão iniciada hoje, o colegiado formou maioria para validar a detenção do banqueiro. No voto apresentado, Mendonça não mencionou o pedido da defesa, porém ressaltou a importância da investigação em andamento. O ministro destacou que o inquérito está em fase inicial, contendo provas robustas e diversos pontos ainda em apuração.
Segundo os advogados de Vorcaro, é essencial que o PGR Paulo Gonet tenha tempo suficiente para emitir seu parecer sobre a prisão, principalmente considerando o argumento central da defesa: a suposta falta de atualização dos fatos que justificam a detenção.
A defesa argumenta que não existem “fatos novos” que justifiquem a prisão. Eles destacam que na decisão de Mendonça não foram citadas mensagens posteriores a novembro de 2025, data da primeira prisão relacionada à Operação Compliance Zero. Também afirmam não haver indícios de concretização das condutas atribuídas ao banqueiro, tais como ordens para intimidar adversários.
Ao solicitar a revogação da prisão, os defensores citaram o parecer de Gonet, que é contrário à abertura de uma nova etapa da Operação Compliance Zero. Esta manifestação gerou um conflito entre o PGR e Mendonça, após o ministro lamentar o pedido de mais tempo para análise do caso feito por Gonet. Em resposta, o PGR afirmou que o Ministério Público não deve agir precipitadamente, especialmente em questões que envolvam direitos fundamentais.
Os advogados destacaram que o PGR indicou a desnecessidade de medidas imediatas em poucas horas, salientando que mesmo os fatos mais graves precisam ser contextualizados temporalmente para que os fundamentos das ações sejam avaliados com técnica adequada.
Baseando-se nesses pontos, a defesa levantou dúvidas sobre a atualidade dos fatos que motivaram o pedido de prisão feito pela Polícia Federal. Segundo os defensores, tanto as mensagens quanto as transferências financeiras relacionadas ao inquérito ocorreram antes da primeira fase da Compliance Zero.
Além disso, afirmam que Vorcaro nunca integrou o grupo de Whatsapp “A Turma”, apontado pela PF como uma possível milícia privada, e que nenhuma pessoa foi ameaçada ou coagida por ele ou sob suas ordens. Também argumentam que não há sinais de dilapidação patrimonial ou tentativa de fuga por parte do banqueiro.
Na petição, os advogados comentaram sobre a divulgação das mensagens atribuídas a Vorcaro, classificando o caso como um exemplo marcante de abuso físico e psicológico por parte do Estado contra um cidadão.
De acordo com a defesa, jamais se viu tamanha audácia das autoridades responsáveis pelas informações sigilosas do Estado, que, por meio de suposições e combinação de dados não relacionados, apresentaram diálogos inexistentes entre Daniel e ministros do STF, com o claro intuito de manchar sua imagem e colocar suspeitas sobre membros da Corte, demonstrando grave desrespeito à ordem institucional.

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