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Grandes explosões atingem o Irã e EUA reforçam tropas no Oriente Médio

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Explosões intensas abalaram a capital do Irã nesta sexta-feira (13), horas depois de Washington anunciar o aumento dos ataques aéreos contra o Irã, além do envio de novos navios e tropas de fuzileiros navais para a região do Oriente Médio.

Após duas semanas de conflito, a República Islâmica ampliou sua ofensiva contra nações vizinhas e mantém um controle apertado do Estreito de Ormuz, causando aumento significativo no preço do petróleo.

Autoridades iranianas lideraram uma manifestação pró-governo em Teerã durante os acontecimentos, mesmo com as explosões em curso. Informações oficiais apontam que uma pessoa perdeu a vida em uma detonação próxima ao local.

Entre os presentes no evento estavam o chefe de segurança, Ali Larijani, o presidente Masoud Pezeshkian e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

O governo dos Estados Unidos ofereceu uma recompensa de 10 milhões de dólares por informações que levem ao paradeiro do líder supremo, Mojtaba Khamenei, e outros nove importantes membros iranianos, incluindo ministros do Interior e da Inteligência.

Em entrevista à Fox News Radio, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos planejam lançar ataques ainda mais intensos contra o Irã na próxima semana. Seu secretário da Defesa, Pete Hegseth, confirmou que os bombardeios americanos seriam mais vigorosos hoje do que em qualquer momento anterior do conflito.

Israel também comunicou a realização de uma nova série de ataques contra Teerã.

Segundo informações do Wall Street Journal, os EUA enviaram um navio acompanhado de uma unidade expedicionária de marines para o Oriente Médio, composta por cerca de 2.500 fuzileiros navais e marinheiros, conforme noticiado pela CNN.

O Pentágono divulgou que, nas últimas duas semanas, forças americanas e israelenses atingiram mais de 15.000 alvos dentro do Irã. O exército israelense declarou ter realizado aproximadamente 7.600 ataques, focando principalmente no programa de mísseis iraniano.

O Irã continua resistindo e sua Guarda Revolucionária declarou que coordenou ataques contra Israel em conjunto com o Hezbollah, seu aliado no Líbano, região que tem sido alvo de bombardeios israelenses.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou que suas forças interceptaram dezenas de drones, enquanto um jornalista da AFP relatou uma explosão que abalou prédios em Dubai. Além disso, a Turquia confirmou que forças da OTAN derrubaram um míssil balístico lançado pelo Irã, a terceira ação do tipo desde o início do conflito.

O cenário de guerra aumentou a volatilidade nos mercados globais, elevando o preço do barril de petróleo Brent em mais de 42% desde o início dos conflitos, com valores que permaneceram acima de 100 dólares hoje.

O governo americano indicou que possivelmente não será capaz de garantir a escolta de navios no Estreito de Ormuz até o final do mês.

Moradores iranianos entrevistados pela AFP descreveram a situação como desoladora, com cidades destruídas e falta de recursos financeiros. Uma mulher de 30 anos em Kermanshah, no oeste do país, relatou: “O pão agora é distribuído em porções limitadas. A população vive em extrema tensão e revolta”.

Na mesma cidade, outra mulher comentou que muitos habitantes de Teerã buscaram refúgio lá para escapar dos bombardeios, o que aumentou a demanda por alimentos e remédios escassos, cujos preços quase dobraram.

Desde o início do conflito, as forças armadas dos EUA sofreram a perda de 13 militares, incluindo os seis tripulantes de uma aeronave de reabastecimento que caiu no Iraque após um incidente não relacionado a fogo inimigo, conforme autoridades militares.

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