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Novo denuncia Erika Hilton por transfobia contra Ratinho

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O partido Novo apresentou uma queixa formal contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) ao Conselho de Ética da Câmara. Isso ocorreu após Erika Hilton denunciar o apresentador de televisão Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, por uma fala considerada transfóbica.

Erika Hilton acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) depois que Ratinho questionou sua eleição para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.

A petição formalizada pelo Novo, assinada pelo presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, acusa a parlamentar de agir de forma intencional e persistente para perseguir aqueles que possuem opiniões opostas às suas, utilizando seu mandato para fortalecer seu poder nessas batalhas.

No documento do partido, há referência a um incidente em que o apresentador disse que Erika Hilton “não é mulher” e que para ser mulher seria necessário ter útero e menstruar, ao comentar sua indicação para comandar a referida comissão.

Em resposta a essas declarações, Erika solicitou ao Ministério Público a abertura de investigação por possíveis crimes de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero, que podem acarretar penas de quatro a seis anos de prisão, dependendo da classificação do crime. Ela também pediu ao Ministério das Comunicações a suspensão do “Programa do Ratinho” por 30 dias.

Na denúncia contra Erika Hilton, o Novo mencionou outras situações em que a deputada tomou medidas legais contra falas consideradas transfóbicas, como num caso de 2020 envolvendo uma estudante de veterinária que publicou um comentário no X afirmando que “mulheres trans não são mulheres”. Essa ação, movida pelo Ministério Público Federal com Erika como assistente da acusação, foi arquivada pela 3ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

A representação do Novo argumenta que a parlamentar utiliza seu cargo para agir de forma agressiva contra quem apenas expressa opiniões diferentes sobre sexo e identidade de gênero, recorrendo abusivamente a instrumentos jurídicos para intimidar e reprimir discordantes.

A deputada Erika Hilton não se pronunciou quando procurada pela imprensa.

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