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França inicia recurso de julgamento contra Sarkozy por suposto financiamento líbio
O ex-presidente francês Nicolás Sarkozy retornou ao tribunal nesta segunda-feira (16) para um novo julgamento que avaliará se ele recebeu recursos da Líbia para financiar sua campanha eleitoral em 2007, caso que já o levou a passar 20 dias preso no ano anterior.
Em setembro, uma corte de primeira instância o condenou a cinco anos de prisão por permitir que pessoas em seu círculo se aproximassem da Líbia durante o governo de Muamar Kadhafi, falecido em 2011, para angariar fundos ilegais para sua campanha de sucesso em 2007.
Apesar de o processo não ter conseguido comprovar que o dinheiro foi efetivamente usado, o tribunal afirmou que os recursos vieram da Líbia, fator suficiente para sua condenação e pedido de prisão devido à gravidade excepcional dos fatos, embora ele tenha apelado da decisão.
Em 21 de outubro, Sarkozy tornou-se o primeiro ex-chefe de Estado francês a ser preso desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e o primeiro líder de um país da União Europeia a passar por essa situação. Ele foi libertado condicionalmente após 20 dias na prisão de La Santé, em Paris.
O político conservador, de 71 anos, que presidiu a França entre 2007 e 2012, compareceu livre ao julgamento que começou na corte de apelação de Paris, cumprimentando policiais e advogados antes de se sentar no banco dos réus.
Marido da cantora Carla Bruni, Sarkozy afirma novamente sua inocência neste processo que deve durar até 3 de junho.
Desde que deixou o cargo, ele tem enfrentado várias questões judiciais e já sofreu duas condenações irrecorríveis em outros casos. Em um deles, usou tornozeleira eletrônica por vários meses em 2025, após ser condenado por tentar obter favorecimento de um juiz. Em outro, deverá voltar a usar o dispositivo por financiamento ilegal em sua campanha fracassada para reeleição em 2012.

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