Centro-Oeste
Mulheres ocupam casa abandonada para protestar contra feminicídios
A antiga Casa da Mulher Brasileira na Asa Norte, que está vazia há mais de 8 anos, foi ocupada por mulheres cansadas da violência contra elas. Elas querem chamar atenção para a falta de políticas eficazes contra o feminicídio e outras formas de violência.
O prédio estava abandonado e em risco de desabar, mas isso não impediu as mulheres de montar barracas e permanecer no local até serem ouvidas.
A coordenadora do Movimento Olga Benário, Ruhama Pessoa, explicou que a Casa da Mulher Brasileira foi inaugurada em 2015 para proteger mulheres em situação de violência, funcionando 24 horas. Porém, fechou em 2018 devido a problemas na estrutura, e desde então não foi reaberta, mostrando o descaso com a vida das mulheres.
Esse espaço foi criado pelo governo federal para integrar serviços de apoio às vítimas, mas desde a interdição, o prédio voltou para o Ministério das Mulheres, que é responsável pela manutenção. Foi anunciado que uma nova unidade será construída na Asa Sul, próximo ao Parque da Cidade.
Ruhama Pessoa ressaltou a urgência em aplicar políticas públicas que protejam as mulheres, destacando que no último ano ocorreram 29 feminicídios em Brasília, número maior que no ano anterior. Além disso, a violência doméstica aumentou significativamente.
A Casa da Mulher Brasileira atende atualmente em Ceilândia, oferecendo apoio 24 horas, assistência psicológica, jurídica e abrigo temporário. Mesmo assim, esses serviços não são suficientes para a demanda crescente.
O Distrito Federal possui quatro Centros de Referência da Mulher, localizados no Recanto das Emas, São Sebastião, Sol Nascente e Sobradinho II. O projeto para uma nova Casa da Mulher Brasileira em Brasília já tem orçamento e está em processo de licitação.
Ruhama Pessoa destacou a importância das casas de acolhimento para proteger mulheres da violência doméstica e garantir um local seguro para que possam se recuperar.
Além disso, o movimento Olga Benário, do qual Ruhama faz parte, oferece serviços de assistência, apoio psicológico e jurídico para ajudar essas mulheres, enquanto cobra que o governo cumpra suas responsabilidades.
Até o momento, o Ministério das Mulheres não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre a situação da Casa da Mulher Brasileira na Asa Norte.

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