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Líder rejeita ideia de crise do chavismo após saída de Maduro
O influente ministro venezuelano Diosdado Cabello afirmou nesta segunda-feira (16) que o chavismo não está em uma situação de crise, mesmo após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e que forçou o governo venezuelano a ceder a certas demandas de Washington.
Delcy Rodríguez assumiu o poder, modificando radicalmente o discurso antes fortemente anti-imperialista que marcou o governo por muitos anos. Ela transferiu o controle do setor petrolífero para a administração de Donald Trump e está promovendo reformas para atrair investimentos principalmente dos Estados Unidos nos setores de petróleo e mineração.
Ambos os países também restabeleceram suas relações diplomáticas, que estavam rompidas desde 2019.
Cabello, ministro do Interior, conhecido por sua postura firme e alvo de uma recompensa de 25 milhões de dólares oferecida pelos Estados Unidos, expressou ironia ao dizer que não há retrocesso no chavismo.
“O chavismo está ativo nas ruas, enfrentando os desafios”, enfatizou o líder radical do movimento. “A realidade surpreende aqueles que duvidam porque a Revolução Bolivariana segue governando com Delcy Rodríguez na liderança, contando com o apoio popular mesmo diante de tempos difíceis.”
Rodríguez, que antes era vice-presidente de Maduro, exerce o governo provisoriamente, tendo já promovido mudanças no gabinete e na cúpula militar. Ela também eliminou programas sociais do governo anterior. Ainda não há definição sobre a realização de novas eleições no país.
“Continuemos apoiando de forma unida e fiel a presidenta Delcy“, declarou Cabello em um evento na região andina de Trujillo. “Vamos seguir apoiando Nicolás e Cilia com nossas orações”, referindo-se ao ex-presidente deposto e à sua esposa, também detida.
“A única escolha que temos é a de vencer”, concluiu o dirigente.

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