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Vaticano manda refazer julgamento de cardeal acusado de fraude

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Um tribunal do Vaticano decidiu nesta terça-feira (17) que será realizado um novo julgamento para o cardeal Angelo Becciu, antigo assessor do falecido Papa Francisco. Ele foi condenado por desviar dinheiro em um processo que apresentou falhas.

Apesar da decisão, a sentença de 2023 continua válida até que o novo julgamento aconteça.

Becciu ocupou posições de grande importância no Vaticano, sendo conselheiro direto do Papa Francisco e até cogitado como futuro Papa. Contudo, envolveu-se em uma controversa negociação imobiliária em Londres que resultou em sua condenação e afastamento da Igreja.

Em 2023, o cardeal italiano foi sentenciado a cinco anos e meio de prisão por fraude em transações financeiras da Santa Sé, além de uma multa de 8.000 euros (aproximadamente 48 mil reais).

Ele não está preso atualmente e não deverá cumprir pena até que todos os recursos judiciais sejam analisados.

A queda de Becciu ocorreu em meio às reformas promovidas por Francisco, que visam tornar as finanças do Vaticano mais transparentes.

Ele é a autoridade mais elevada da Igreja Católica a ser julgado pelo Tribunal Penal do Vaticano, que é o órgão civil de justiça da cidade-Estado.

O processo está relacionado à compra de um prédio de luxo em Londres, que prejudicou a reputação da Igreja e destacou o uso inadequado do dinheiro arrecadado pelas doações anuais chamadas Óbolo de São Pedro, destinadas a obras de caridade.

Essa compra causou perdas financeiras significativas ao Vaticano. Na época, Becciu era responsável pela Congregação para as Causas dos Santos.

O Papa Francisco o obrigou a renunciar e retirou seus direitos de cardeal em 2020. Antes disso, Becciu foi o segundo na Secretaria de Estado entre 2011 e 2018.

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