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Ex-presidente do BRB conversa com Vorcaro e afirma estar sempre ao lado
Uma troca de mensagens entre Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, revela uma suposta reunião com Antônio Rueda, líder do União Brasil, durante as tentativas de negociação para a venda do banco ao governo do Distrito Federal. Costa assegura em suas mensagens que sempre apoiaria Vorcaro.
O diálogo foi obtido do celular de Vorcaro e está sendo investigado pela Polícia Federal e pela CPI do INSS no Congresso. Segundo as investigações, Vorcaro costumava capturar telas de conversas e armazenar essas imagens em seu aparelho.
O arquivo contendo a captura da mensagem foi salvo no início de 2025 e indica, conforme os investigadores, uma rede de conexões políticas importante na tentativa de salvar o Banco Master, que enfrentava dificuldades financeiras.
No bate-papo, Costa disse a Vorcaro que havia conversado com Rueda e que o líder do União Brasil também queria falar com o banqueiro. A investigação visa entender melhor o conteúdo dessa reunião entre o ex-chefe do BRB e o dirigente partidário.
Costa expressou frustração com outro encontro naquele dia e enfatizou que eles sempre estariam unidos. A resposta de Vorcaro reforçou o compromisso mútuo de apoio enquanto negociavam a operação para salvar o banco, que enfrentava problemas financeiros sérios.
Investigado pela Polícia Federal, Paulo Henrique Costa declarou por meio de seus advogados que as mensagens faziam parte das suas funções como presidente do BRB, dentro das relações institucionais mantidas pela instituição. A defesa destacou que comunicações entre executivos financeiros são normais e que todas as decisões foram submetidas aos processos formais de governança do BRB.
Antônio Rueda comentou que não discute conversas privadas que possam ter sido divulgadas de forma inadequada e afirmou que tem apenas relações sociais ocasionais com Vorcaro, sem envolvimento direto.
Conexões Políticas e a Compra do Banco Master
Na época, Costa e Vorcaro tratavam de uma operação para socorrer o Master, com o BRB planejando adquirir 58% das ações da instituição privada por cerca de R$ 2 bilhões. Entretanto, o Banco Central rejeitou a compra e decretou a liquidação do Master devido a suspeitas de fraudes e problemas financeiros.
Investigações revelaram que o BRB teria emitido carteiras de crédito fictícias ligadas ao Master, envolvendo fraudes estimadas em R$ 12,2 bilhões. Os indícios apontam para a participação consciente de dirigentes do BRB no suposto esquema fraudulento.
As investigações buscam esclarecer o apoio do BRB à operação de alto risco e se Vorcaro contou com influência política para viabilizar a transação.
Vorcaro reconhecia a importância de suas conexões em Brasília, afirmando que ter aliados poderosos era essencial para sua posição.
Além da menção a Rueda, documentos indicam ligações políticas do banqueiro, incluindo transporte de líderes políticos em helicópteros de sua empresa. Outro exemplo é a indicação pelo União Brasil no Rio do ex-presidente do Rioprevidência, preso na investigação sobre investimentos feitos pelo fundo de aposentadorias dos servidores do Estado do Rio no Master.
A rede de relações inclui também ACM Neto, vice-presidente do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, que recebeu pagamentos do banco Master e sua gestora, relacionados a serviços de consultoria.

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