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Atletas com mais de 50 anos conquistam títulos na canoagem

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Logo cedo, nas margens do Lago Paranoá, um grupo de atletas se reúne para o treino diário. Eles praticam canoagem, mas com uma característica especial: todos têm mais de 50 anos. Formam a equipe Super Kongs, que prova que a idade não é barreira para a competição. Eles foram campeões brasileiros em 8 de março e vão representar o Brasil no Mundial de Canoa Polinésia na categoria de velocidade.

Marcus Peçanha, de 58 anos, esteve presente na vitória do Campeonato Brasileiro de VA’A, também conhecido como Canoa Polinésia ou Havaiana. Ele compartilhou a história da equipe, que já competiu em eventos mundiais.

“Remávamos em uma base local com várias pessoas acima de 50 anos. O instrutor decidiu reunir esses atletas de diferentes locais e formou nosso grupo de amigos. Começamos a remar nos fins de semana e a intensidade aumentou. Passamos a competir em todo o Brasil. Em 2022, na primeira competição de velocidade, fomos campeões brasileiros em Niterói e conseguimos vaga para o Mundial de Londres, onde chegamos à final de uma das provas”, contou Marcus.

Com o esporte deixado de ser apenas lazer, a equipe buscou mais apoio para melhorar. “Contratamos Fellipe, nosso treinador e responsável por cuidar de todos. Evoluímos bastante. Crescemos de seis para doze integrantes e competimos com duas canoas, chegando a todas as finais no último brasileiro”, destacou Marcus.

Fellipe Rodrigues, 27 anos, é o mais jovem do grupo e treinador. Ele explicou que a Canoa Polinésia vem das ilhas do Pacífico, como Tahiti e Havaí, onde nasceu há cerca de 200 anos. Existem competições de velocidade e maratonas, podendo ser praticada individualmente, em duplas, trio ou equipe. No Brasil, o esporte é recente, mas está crescendo rapidamente.

A preparação é para o Mundial de velocidade em Singapura, em agosto, com mais de 30 países competindo. O último evento foi no Havaí. Marcus destacou que o evento permite o intercâmbio de técnicas com os pioneiros do esporte.

Competição saudável

Gláucio Faria, 52 anos, também compete com o grupo. Ele explicou que precisou mudar para atividades de menor impacto devido à idade, e encontrou na canoagem uma opção ideal, pois exige fisicamente sem prejudicar o corpo. “Sou da segunda geração da equipe Super Kongs e a canoagem mudou minha vida, melhorando minha saúde e criando novos vínculos sociais. Queremos expandir o projeto para quem tem mais de 40 ou 50 anos e pessoas com deficiência”, afirmou.

Esporte inclusivo

Com o sucesso da equipe, Marcus informou que criaram uma associação sem fins lucrativos para ampliar o acesso ao esporte, com foco na inclusão social. O projeto busca envolver crianças e pessoas com necessidades especiais para promover contato com a natureza e a água, o que é muito importante para o desenvolvimento delas.

Gláucio concluiu que as conquistas impulsionam a vontade de levar a canoagem para mais pessoas, promovendo saúde e inclusão para quem precisa de uma atividade esportiva em sua vida.

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