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Economia

Lei não deve limitar o direito de trabalhar, afirma CEO da Multiplan

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Eduardo Peres, CEO da Multiplan, expressou recentemente sua opinião sobre a proposta de reduzir a escala de trabalho 6 x 1, apoiada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por diversos partidos no Congresso.

Em entrevista ao portal de notícias Poder360, Peres declarou que seria mais adequado flexibilizar a jornada de trabalho ao invés de restringi-la. Ele ressaltou que suas opiniões não têm ligação política e que respeita as escolhas individuais, mas critica a condução atual do debate como equivocada.

Segundo Peres, o governo não deveria impor limites à quantidade de horas ou dias que uma pessoa pode trabalhar: “Se alguém quiser trabalhar duas horas, pode trabalhar duas horas. Se quiser trabalhar dez, que trabalhe dez. O governo não pode proibir uma pessoa de trabalhar em dois finais de semana consecutivos”, afirmou.

Ele alertou que a redução obrigatória da jornada poderá causar uma queda significativa na eficiência, levando a uma diminuição de investimentos no país e um cenário de menos produtividade.

Fundada em 1975 por José Isaac Peres, a Multiplan administra diversos shoppings e complexos comerciais, gerando cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos. Eduardo Peres comanda a empresa desde 2023.

Peres encara a proposta de fim da escala 6 x 1 como uma tentativa irrealista de criar empregos por meio de decreto, algo que o setor privado não conseguiria absorver. Ele questionou: “Como o país será mais produtivo dessa maneira?”.

Para ele, há uma intervenção excessiva do Estado na vida dos trabalhadores e empresários no Brasil, enquanto o resto do mundo busca mais flexibilidade e liberdade no trabalho.

Ele expressou preocupação com a aprovação do projeto, pois isso poderia deixar um legado negativo de ineficiência e menos produção. Peres entende que algumas pessoas podem optar por trabalhar menos, e isso é válido, mas que o governo limitar a iniciativa privada é inaceitável.

O empresário destacou que a intenção de criar empregos por decreto não é viável e prejudicará o país, que já enfrenta dificuldades para recrutar trabalhadores devido à competição com programas sociais em vários níveis governamentais.

Argumentou ainda que a aprovação da proposta afetará todas as empresas, grandes, médias e pequenas, e poderá levar muitas à falência devido ao aumento dos custos com funcionários.

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