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Economia

Impostos da cesta básica zerados pela reforma, mas preços podem variar

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Com a implementação da Reforma Tributária que zera impostos sobre os alimentos da cesta básica, muitos moradores de Pernambuco estão se perguntando quais mudanças irão impactar suas compras diárias. Segundo a especialista e contadora Azenate Xavier, essa reforma não implica, de imediato, um aumento ou diminuição dos valores dos alimentos, pois o efeito financeiro depende do tipo de produto, da cadeia de distribuição e de benefícios fiscais anteriores.

Uma pesquisa realizada pelo Procon-PE na Região Metropolitana do Recife, em dezembro de 2025, indicou que o valor médio da cesta básica era de R$ 704,85, consumindo 46,43% do salário mínimo vigente naquela época, que era R$ 1.518. Já o Dieese estimou que, em janeiro de 2026, a cesta básica na capital pernambucana custou R$ 600,09, exigindo 81 horas e 26 minutos de trabalho para quem recebe o salário mínimo, que naquele ano estava em R$ 1.621.

De acordo com a legislação da reforma, os produtos da Cesta Básica Nacional de Alimentos terão alíquota zerada. Azenate destaca que essa medida é uma forma de proteger esses itens essenciais para evitar que eles fiquem mais caros por causa de impostos. No entanto, ela reforça que “tributação zero não quer dizer que os preços irão congelar”.

Azenate Xavier exemplifica que os alimentos continuam sofrendo variações de preço devido a diversos fatores, como clima, colheita, transporte, energia e concorrência. Ela também explica que produtos industrializados e aqueles que passam por várias etapas de produção têm mais custos, o que pode gerar alterações durante o processo de transição da reforma.

Para o consumidor, isso significa que os impactos podem ser sentidos de maneira diferente conforme o local de compra. Redes de supermercados e atacadistas costumam estar mais preparados para ajustar seus sistemas e utilizar créditos fiscais, o que pode reduzir parte do impacto nos preços. Por outro lado, feiras livres, com cadeias de produção mais curtas e maior produção local, podem apresentar menos variações inicialmente.

A expectativa é que as mudanças aconteçam de forma gradual ao longo dos próximos anos. Azenate Xavier enfatiza que o que muda primeiro é a forma como o imposto aparece embutido no preço, pois a reforma altera a lógica da tributação e isso influencia toda a cadeia até o consumidor final.

Informações obtidas com a equipe de assessoria

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