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STF gera conflito na CPI do INSS com ausência de Leila Pereira, diz Viana
O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana, criticou a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a ausência de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, na comissão. Segundo Viana, essa decisão é uma clara interferência no trabalho da CPI, prejudicando a independência das investigações.
O senador explicou que a CPI está encontrando dificuldades em ouvir investigados e testemunhas, o que levou à alteração da estratégia para as futuras sessões. “Apesar de constitucionalmente válida, a decisão interfere diretamente na autonomia da comissão formada por parlamentares. Leila, que deveria depor, não é investigada; ela viria como testemunha para avaliarmos a relação da Previdência com bancos e empréstimos consignados”, declarou Viana.
A participação de Leila Pereira, também presidente da Crefisa, estava prevista para esta quarta-feira, mas a sessão foi cancelada após a decisão do ministro do STF.
Viana expressou surpresa e descontentamento com a interferência da Suprema Corte, afirmando que tal postura atrasa as investigações do Senado.
Quanto ao andamento da CPI, existem dois cenários para os próximos dias. Se os trabalhos forem prorrogados, a comissão pretende ouvir apenas testemunhas, evitando novos pedidos de quebras de sigilo. Caso contrário, será marcada a data para a leitura do relatório final, que já ultrapassa cinco mil páginas, com a votação prevista para a quinta-feira.
Além disso, a CPI planejara a troca de informações com a comissão que investiga o crime organizado, especialmente sobre Fabiano Zettel, ligado ao escândalo do Master e a fraudes em empréstimos consignados.
O presidente da CPI ressaltou sua intenção firmemente de convocar o banqueiro Daniel Vorcaro. “Convidar Vorcaro é uma questão de compromisso pessoal”, afirmou Carlos Viana.

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