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Trump ameaça atacar campos de gás no Irã após agressão ao Catar

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Donald Trump ameaçou destruir os campos de gás do Irã caso o país persista nos ataques contra o Catar, atualmente o segundo maior exportador mundial de gás natural liquefeito. Essa situação intensifica a crise regional e acarreta em elevação dos preços do petróleo nesta quinta-feira (19).

O presidente americano declarou em sua plataforma Truth Social que, se o Irã optar por atacar o Catar, os Estados Unidos, com ou sem apoio de Israel, responderão com a destruição total do Campo de Gás de South Pars.

Trump ainda confirmou que o ataque realizado na quarta-feira contra o campo de gás iraniano no Golfo foi uma ação de Israel, da qual Washington não teve prévio conhecimento.

Em represália, o Irã atacou na quarta-feira a região de Ras Laffan, no Catar, que abriga o maior complexo industrial e porto de exportação de GNL do mundo, efetuando um novo ataque na quinta-feira.

A empresa estatal QatarEnergy relatou danos significativos na madrugada de quinta-feira, mas os incêndios gerados foram controlados, conforme informou o Ministério do Interior, que não registrou vítimas.

O Catar, como segundo maior exportador mundial de GNL, lamenta os ataques, considerando que ultrapassam limites ao atingir civis e instalações civis essenciais, segundo declaração do Ministério das Relações Exteriores do país.

Adicionalmente, Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, fechou um centro de processamento de gás natural devido à queda de destroços de mísseis interceptados.

Essa nova fase do conflito iniciado em 28 de fevereiro pela ofensiva de Israel e Estados Unidos contra o Irã elevou ainda mais os preços do petróleo, com o barril de Brent ultrapassando 112 dólares nesta quinta-feira.

O temor de que o conflito se espalhe por todo o Oriente Médio aumenta, enquanto a Arábia Saudita declarou seu direito de resposta militar diante dos ataques frequentes do Irã contra seu território com drones e mísseis.

Continua o bloqueio iraniano no estratégico Estreito de Ormuz, passagem para 20% do petróleo e gás mundial, foco das atenções internacionais.

A agência marítima britânica UKMTO informou que um navio foi atingido no Golfo de Omã por um projétil desconhecido, causando incêndio a bordo. Outro navio também foi atingido próximo à costa de Ras Laffan, no Catar.

Em Londres, a Organização Marítima Internacional promove reunião de emergência para discutir a criação de um corredor marítimo seguro para os navios presos no Golfo.

Estimam-se cerca de 20.000 marinheiros a bordo de 3.200 navios aguardando liberação próxima ao Estreito de Ormuz.

O aumento significativo nos preços da energia, motivado pela guerra, será tema central na reunião do Banco Central Europeu (BCE), que avalia impactos na inflação e no crescimento econômico.

O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou uma pausa nos ataques às instalações energéticas após conversar com Trump e o emir do Catar, Tamim bin Hamad al Thani.

Ele ressaltou que a proteção das populações civis e a segurança no fornecimento energético devem ser mantidas para evitar maior escalada militar.

Em quase três semanas de conflito, já são mais de 2.200 mortos, principalmente no Irã e Líbano, onde o Hezbollah enfrenta as forças israelenses, configurando a segunda frente dessa guerra.

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