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DF planeja vender carteiras e participações do BRB antes de novas ações financeiras

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O governo do Distrito Federal está pressionando a diretoria do Banco de Brasília (BRB) a explorar todas as opções possíveis para captar recursos que possam compensar as perdas originadas pelas operações com o Banco Master, antes de implementar novas estratégias.

Dentre as alternativas consideradas estão a venda de carteiras de crédito, a venda da participação na subsidiária BRB Financeira e a recompra de letras financeiras — títulos emitidos anteriormente pelo banco e que ainda circulam no mercado.

Essas opções ganharam destaque após o adiamento da assembleia de credores, que estava marcada para ocorrer nesta quarta-feira, devido a decisões judiciais recentes.

Uma liminar que impedia o uso de imóveis públicos do Distrito Federal para capitalizar o banco foi revogada, porém gerou insegurança jurídica e afastou potenciais investidores interessados em um fundo imobiliário que o banco planejava criar com esses ativos, visando arrecadar pelo menos R$ 6,6 bilhões com a venda das cotas.

Segundo membros do governo, a equipe econômica do Distrito Federal espera que a diretoria do BRB consiga um total significativo de recursos no mercado para então implementar medidas adicionais, além da concessão dos nove imóveis públicos ao banco.

Estão sendo avaliadas também a antecipação dos dividendos provenientes da Caesb (distribuidora de água), CEB (geradora de energia) e Terracap (gestão de imóveis), bem como a venda de imóveis públicos cujos recursos seriam destinados ao BRB.

Enquanto isso, a direção do BRB negocia com o Banco Central a extensão do prazo para apresentar o balanço de 2025, atualmente previsto para 31 de março, buscando ampliá-lo até 30 de junho. Essa prorrogação é necessária devido às dificuldades enfrentadas para reunir os recursos necessários para cobrir o rombo financeiro causado pelas operações com o Banco Master.

Nos próximos dias, uma nova assembleia de acionistas será convocada para aprovar um aporte de capital no valor de R$ 8,8 bilhões, quantia considerada adequada para garantir o funcionamento estável do banco até o fim do ano.

A crise no BRB foi ocasionada pela aquisição de carteiras de crédito avaliadas em R$ 12,2 bilhões, que apresentaram indícios de fraudes. Essas carteiras foram substituídas por ativos no valor de R$ 10 bilhões, que, segundo o professor Souza, teriam um valor real de R$ 21,9 bilhões. As investigações revelaram que mais de R$ 6 bilhões desses ativos possuem problemas.

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