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Deputada da Alesp realiza ato controverso com ‘blackface’ contra Erika Hilton

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Fabiana Bolsonaro, deputada estadual do PL, se pintou de marrom durante uma sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na última quarta-feira (18). Essa ação, chamada de “blackface” — o uso de maquiagem por pessoas brancas para imitar pessoas negras — é considerada ofensiva e racista.

Eleita em 2022, Fabiana Bolsonaro não possui ligação familiar com o ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar de compartilhar o sobrenome. Segundo registros da Alesp, seu único projeto aprovado é a criação do “Dia da Família Cristã”. Em seus três anos de mandato, participou da aprovação de poucas outras propostas, incluindo algumas para aumentar o número de municípios turísticos e uma emenda para a reeleição de André do Prado (PL).

A bancada do PSOL anunciou que irá abrir uma representação na Comissão de Ética da Alesp, além de pedir uma investigação ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por racismo e transfobia.

Fabiana Bolsonaro realizou esse ato enquanto criticava a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Durante o discurso, ela afirmou que mulheres trans não são mulheres de verdade, comparando seu ato de se pintar de preta como algo que também não a transformaria em uma pessoa negra.

Ela declarou: “Eu, que sempre fui branca e vivi como branca, decidi me pintar, me travestir de negra. E eu pergunto: isso me torna negra? Eu senti o desprezo que uma pessoa negra sente? Eu sinto a dor do racismo na pele?” enquanto aplicava uma base marrom no rosto e corpo.

A deputada questionou se ao se pintar ela seria negra, afirmando ainda que “não adianta fingir ser mulher” e que não deseja que nenhuma pessoa trans retire seu espaço.

Em suas palavras, “Quero mostrar que não adianta me maquiar para entender as dores que vocês viveram… Eu não sou negra, e tirando essa maquiagem, eu sou uma mulher. Não adianta fingir ser mulher, não estou ofendendo pessoas trans, mas não quero que elas ocupem meu lugar”.

Além disso, o PSOL também apresentou representação contra outra parlamentar do PL, Valéria Bolsonaro, por declarações consideradas discriminatórias a respeito da deputada Erika Hilton, em que questionava sua experiência biológica sobre maternidade e amamentação.

O documento do PSOL, assinado pela deputada Ediane Maria, registra que a liberdade de expressão parlamentar não justifica o uso do espaço da Alesp para disseminar discursos discriminatórios ou que neguem a identidade de gênero e a participação legítima no espaço público.

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