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ONU: quase mil defensores de direitos humanos mortos na Colômbia entre 2016 e 2025

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Um total de 972 defensores dos direitos humanos foram assassinados na Colômbia desde 2016, ano da assinatura do acordo de paz com as guerrilhas das Farc, divulgou a agência da ONU para Direitos Humanos nesta quinta-feira (19).

“Na Colômbia, nos últimos dez anos, defensores dos direitos humanos enfrentaram uma violência intensa, com quase 100 mortes anuais”, disse a agência em comunicado oficial.

“É doloroso constatar que a Colômbia permanece entre os países mais perigosos do mundo para quem defende os direitos humanos”, afirmou o alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, citado no documento.

Segundo o relatório, entre 2016 e 2025, mais de 70% dos responsáveis foram identificados como grupos armados não estatais.

Durante esse período, foram registrados 2.018 casos de ameaças e agressões contra defensores dos direitos humanos, um número que representa apenas uma pequena parte da real dimensão do problema.

Após o acordo de paz de 2016 com as Farc, houve um aumento contínuo no número de assassinatos de defensores, refletindo rivalidades entre grupos armados não estatais em áreas anteriormente controladas pelas Farc-EP, onde o Estado não conseguiu garantir proteção suficiente às comunidades.

O relatório destaca ainda a atuação de organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas, mineração ilegal, extração ilícita de madeira e tráfico de pessoas, apontando a impunidade elevada e a corrupção como fatores que agravam a violência.

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