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Organizações humanitárias criticam ameaças de guerrilheiros a grupos na Colômbia
Entidades que atuam na defesa dos direitos humanos expressaram na quinta-feira (19) seu repúdio às intimidações feitas por grupos dissidentes das antigas Farc contra missões humanitárias da ONU, da OEA e da Defensoria do Povo da Colômbia.
O grupo liderado por Iván Mordisco, atualmente o rebelde mais procurado do país, proibiu a entrada de representantes dessas organizações em áreas sob seu controle, alegando supostas “quebras de confiança e imparcialidade” conforme divulgado em nota oficial.
Essa restrição piora as condições de vida e aumenta a vulnerabilidade das comunidades civis de regiões isoladas, destacou a defensora Iris Marín, presidente do órgão estatal dedicado à proteção dos direitos humanos no país.
Segundo ela, tal medida está em desacordo com os preceitos do direito internacional humanitário.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) refutou as acusações de parcialidade envolvendo sua Missão de Apoio ao Processo de Paz, assim como as insinuações de que teria vazado informações para beneficiar ações militares.
Juanita Goebertus, diretora para as Américas da Human Rights Watch, salientou no X que as atividades dessas missões são essenciais para as populações locais e instou o governo colombiano a assegurar condições de proteção para elas.
O vice-ministro do Interior, Gabriel Rondón, afirmou que nenhuma área do território colombiano pode ser fechada por grupos armados.
Iván Mordisco rompeu com o acordo de paz firmado pelas antigas Farc em 2016. Apesar das tentativas do governo do presidente Gustavo Petro de negociar durante um ano, o líder insurgente abandonou as conversações em 2024. Desde então, observa-se um aumento da violência contra civis na região.

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