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Bombeiros apagam fogo em refinaria do Kuwait após ataque do Irã
Na sexta-feira (20), os bombeiros atuaram para controlar um incêndio em uma refinaria no Kuwait, decorrente de ataques realizados pelo Irã. O incidente ocorreu enquanto um bombardeio causou a morte da porta-voz da Guarda Revolucionária.
O conflito, que já persiste há três semanas, mostra-se sem sinais de trégua e impacta a economia global, gerando temores de uma crise financeira significativa.
O ataque atingiu a refinaria kuwaitiana da Mina Al Ahmadi, previamente atacada em outra ocasião. Felizmente, não houve vítimas, porém a operação resultou no fechamento de várias unidades do complexo, conforme informado pela agência oficial do Kuwait.
Os Emirados Árabes Unidos declararam ter sofrido ataques com mísseis e drones, enquanto o Bahrein controlou um incêndio em um depósito, consequência de um ataque atribuído ao Irã.
Diversos drones também foram interceptados e destruídos na Arábia Saudita em um curto espaço de tempo, segundo o ministro da Defesa local.
Sem preocupações
No Irã, a Guarda Revolucionária confirmou a morte de sua porta-voz em um ataque conjunto israelense-americano, que representa o mais recente caso entre várias eliminações de altos funcionários ligados ao conflito.
Ali Mohammad Naini foi declarada mártir após o ataque qualificado como covarde e terrorista pelo exército ideológico do país.
Essa informação foi divulgada logo após uma nota do porta-voz da Guarda, que ressaltou a qualidade da indústria de mísseis do Irã, afirmando que a produção continua firme mesmo em tempos de guerra.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está vencendo e que o Irã está sendo severamente afetado, perdendo sua capacidade de enriquecer urânio e fabricar mísseis balísticos. Ele acredita que o conflito terminará antes do esperado, embora não tenha estipulado um prazo.
Esses acontecimentos perturbam a atmosfera festiva tradicionalmente observada no Ano Novo persa e no fim do Ramadã na maioria dos países muçulmanos. Nas ruas da capital iraniana, o movimento era menor do que o habitual, devido ao êxodo de moradores em busca de segurança.
Impactos econômicos profundos
Em resposta à operação conduzida pelos Estados Unidos e Israel desde 28 de fevereiro, o Irã tem dirigido ataques diários a interesses americanos na região do Golfo e às infraestruturas do setor energético.
Com o domínio territorial em jogo, o país utiliza estratégias aéreas para elevar o custo da guerra, incluindo ataques e bloqueios no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo.
O preço do petróleo disparou devido ao conflito, com o barril de Brent, referência na Europa, mantendo-se por volta de 110 dólares nesta sexta-feira.
Robert Pape, especialista militar da Universidade de Chicago, indicou que os prejuízos causados provocaram uma crise econômica profunda, demonstrando como um conflito regional pode escalar para uma crise econômica mundial histórica.
O Catar revelou uma redução de 17% em sua capacidade de exportação de GNL, afetada por recentes ataques a sua principal central de produção de gás natural liquefeito.
Os bombardeios iranianos são reações a ataques israelenses contra a maior reserva de gás do mundo, localizada em South Pars/North Dome, compartilhada entre Irã e Catar.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou a Israel a interrupção dos ataques às infraestruturas iranianas, e Netanyahu indicou que atenderia o pedido, embora tenha também afirmado que poderá destruir completamente a Cúpula Norte se o Irã for prejudicado.
Compromissos europeus e ameaças iranianas
O Irã advertiu que não hesitará em responder com força caso suas infraestruturas energéticas sejam atacadas novamente, conforme declaração do chanceler Abbas Araghchi.
Em resposta ao apelo dos Estados Unidos, países como França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão se declararam prontos para colaborar na segurança da navegação no Estreito de Ormuz, desde que haja cessar-fogo.
O presidente francês, Emmanuel Macron, sugeriu a possibilidade de uma missão da ONU após o fim dos confrontos.
Para estabilizar o mercado do petróleo, os membros da Agência Internacional de Energia conseguiram liberar reservas estratégicas acumuladas.

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