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Promotoria de Paris investiga Musk por incentivar deepfakes para valorizar X
A Promotoria de Paris anunciou neste sábado (21) que alertou as autoridades dos Estados Unidos sobre suspeitas de que o bilionário Elon Musk teria estimulado a criação de deepfakes com conteúdo sexual no X, visando aumentar de forma artificial o valor da rede social.
Segundo o órgão, a controvérsia relacionada aos vídeos falsos de teor sexual gerados pelo Grok, sistema de inteligência artificial do X, pode ter sido propositalmente fomentada para inflar o valor das empresas envolvidas, como a X e a xAI.
Essa estratégia estaria relacionada à expectativa da abertura de capital prevista para junho de 2026 da nova entidade formada pela fusão da SpaceX com a xAI, conforme informado pela Promotoria.
Deepfakes são vídeos criados por inteligência artificial que reproduzem imagens muito realistas de pessoas reais, incluindo figuras públicas, muitas vezes com finalidades enganosas.
Na última terça-feira, a Promotoria entrou em contato com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e com advogados franceses da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para expressar suas preocupações.
Desde o ano anterior, as autoridades francesas investigam o X devido a acusações de manipulação política por meio do seu algoritmo. O inquérito foi ampliado para incluir a disseminação de negacionismo do Holocausto e de vídeos falsos com conteúdo sexual, produzidos pela ferramenta de IA Grok.
Em fevereiro, Elon Musk foi convocado para uma entrevista voluntária pela polícia francesa, que também realizou uma busca nos escritórios locais da empresa, ação que o bilionário considerou uma represália política.
Tanto o Reino Unido quanto a União Europeia abriram investigações acerca da criação de deepfakes sexualizados envolvendo mulheres e crianças pelo chatbot de IA de Musk, o Grok.

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