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UE e países europeus condenam aumento da violência contra palestinos na Cisjordânia

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As representações diplomáticas da União Europeia (UE) e de diversos países europeus em Jerusalém e Ramallah manifestaram, neste sábado (21), sua forte reprovação ao crescimento dos atos violentos promovidos por colonos israelenses contra a população palestina na Cisjordânia sob ocupação. Elas também apelaram para que o governo de Israel responsabilize os perpetradores.

Em uma declaração conjunta divulgada na conta do X da delegação da UE junto aos palestinos, com o apoio também do Canadá, as missões expressaram estar muito preocupadas com os recentes assassinatos de palestinos.

Enquanto a atenção internacional permanece focada no conflito no Oriente Médio, que se intensificou após uma ação militar israelense-americana contra o Irã no final de fevereiro, os dados mais recentes mostram um crescimento nos ataques letais realizados por colonos israelenses no território palestino ocupado desde 1967.

Autoridades palestinas informaram que, desde 2 de março, seis palestinos foram mortos por disparos de colonos na Cisjordânia.

Autoridades israelenses também demonstraram preocupação pública com a escalada da violência por parte dos colonos.

“Condenamos com veemência o aumento dos atos terroristas e a violência exercida contra as comunidades palestinas pelas forças de segurança israelenses”, afirmam as missões diplomáticas de aproximadamente dez países, entre eles França, Espanha e Reino Unido.

“Essas ações violentas, que visam a apropriação de terras e a criação de um ambiente de pressão para forçar os palestinos a abandonarem suas residências, precisam ser interrompidas”, ressaltaram.

Elas também solicitaram que as autoridades israelenses adotem medidas eficazes para prevenir e punir atos de violência letal, invasões e ataques.

Além da área de Jerusalém Oriental, que foi anexada por Israel, existem mais de 500 mil israelenses vivendo na Cisjordânia, convivendo com cerca de três milhões de palestinos em assentamentos que a ONU considera ilegais conforme o direito internacional.

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