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UE solicita que países-membros reservem menos gás para o inverno
A Comissão Europeia fez um apelo no último sábado (21) para que os países da União Europeia reduzam a quantidade de gás armazenada para o inverno que vem, como forma de aliviar a alta nos preços causados pelo conflito no Oriente Médio.
Em uma carta endereçada aos Estados-membros, o comissário de Energia, Dan Jorgensen, ressaltou o impacto significativo que a guerra tem causado nos mercados globais de petróleo e gás natural.
Diante dessa situação, ele recomendou o aproveitamento da flexibilidade prevista nas leis europeias.
Ao invés de manter o armazenamento de gás em 90%, como é habitual, a UE sugere que os 27 países estabeleçam uma meta de 80%, buscando acalmar o mercado.
Dan Jorgensen explicou que aparentemente será necessário um tempo maior para que a produção de gás natural liquefeito (GNL) do Catar retorne aos níveis anteriores à crise.
Ele destacou que a segurança do abastecimento na União Europeia está relativamente estável no momento, devido à menor dependência das importações daquela região e às remessas de GNL que já passaram pelo estreito de Ormuz antes do conflito começar.
No entanto, o comissário alertou que, como a UE é um grande importador de energia, os preços globais elevados e instáveis podem dificultar o abastecimento das reservas de gás do bloco.
Os recentes ataques contra a principal planta de produção de GNL do mundo, localizada em Ras Laffan, no Catar, reacenderam temores de uma crise similar àquela vivida no início da guerra na Ucrânia em 2022.

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