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França vota no segundo turno das eleições municipais acirradas

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Os cidadãos franceses retornaram às urnas no domingo, 22, para a segunda etapa das eleições municipais, que estão muito disputadas na maioria das cidades, incluindo Paris, onde a esquerda enfrenta o risco de perder o poder após 25 anos.

A extrema direita busca vencer em várias cidades do sudeste da França, como Marselha, Toulon e Nice, o que reforçaria sua posição no cenário político a um ano das eleições presidenciais de 2027.

Segundo o jornal Le Monde, os resultados finais dessas eleições locais serão importantes para compreender o sentimento dos franceses em relação ao próximo pleito presidencial.

Nas primeiras quatro horas de votação, a participação dos eleitores foi de 20,33%, conforme dados do Ministério do Interior. A expectativa gira em torno dos resultados finais, especialmente porque o primeiro turno teve a maior abstenção em eleições municipais desde 2020, que ocorreu durante a pandemia.

A campanha foi marcada por forte tensão entre os partidos, em um momento em que a França enfrenta uma crise política profunda desde as eleições legislativas antecipadas de 2024, que resultaram em três blocos sem maioria definida: esquerda, centro-direita e ultradireita.

Com Marine Le Pen inelegível, o eurodeputado de ultradireita Jordan Bardella lidera as pesquisas para suceder o presidente de centro-direita, Emmanuel Macron, que não poderá concorrer a um novo mandato.

As alianças entre esquerda e centro-direita serão decisivas para enfrentar a extrema direita no segundo turno da eleição presidencial de 2027, e estas eleições municipais darão os primeiros indícios sobre o equilíbrio de forças entre os blocos.

Disputa acirrada

Em Paris, o deputado socialista Emmanuel Grégoire liderou o primeiro turno em coalizão com ecologistas e comunistas, obtendo 37,98% dos votos, seguido pela ex-ministra conservadora Rachida Dati, com 25,46%.

Três outros candidatos se classificaram para o segundo turno, mas apenas Sophia Chikirou, deputada do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI), continuou na disputa, tendo alcançado 11,72% dos votos.

Grégoire recusou-se a formar aliança com Chikirou, que focou sua campanha em atacar os socialistas, enquanto Dati recebeu apoio de um candidato de centro-direita, aumentando suas chances após a retirada da ultradireitista Sarah Knafo.

Grégoire acusou Macron de interferir para beneficiar sua ex-ministra da Cultura com a retirada de Sarah Knafo. Macron negou, mas fontes próximas do presidente confirmaram ao jornal Le Monde que houve intervenção.

Há incerteza sobre quem sucederá a socialista Anne Hidalgo em Paris, que abriu mão de buscar o terceiro mandato após 12 anos no cargo, período em que adaptou a cidade às mudanças climáticas.

Os primeiros resultados serão divulgados a partir das 19h GMT (16h no horário de Brasília), quando encerram as últimas seções eleitorais. A votação ocorre em cerca de 1.500 municípios, já que a maioria definiu seus prefeitos no primeiro turno.

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