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Zema deixa cargo, Simões assume governo em MG

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Romeu Zema (Novo) anunciou neste domingo sua saída do governo de Minas Gerais, transferindo o comando ao vice, Mateus Simões (PSD), que ficará interinamente no cargo enquanto se firma como principal representante da direita na corrida pelo executivo estadual.

A decisão de Zema acontece pouco antes do prazo final para renúncia requerido por lei para que possa disputar a Presidência da República, o que ele tem afirmado que irá fazer.

A posse de Simões ocorreu em cerimônias na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde jurou ao cargo e assinou o termo de posse, e no Palácio da Liberdade, onde recebeu o Colar da Inconfidência como novo chefe do Executivo estadual.

Com a renúncia, Zema agora concentra seus esforços na pré-campanha presidencial, confirmada há sete meses. Apesar de se apresentar como candidato principal, suas intenções de voto são modestas, e especula-se que ele possa compor a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Embora mantenha publicamente a intenção de disputar o Palácio do Planalto em outubro, Zema tem feito movimentos políticos que alguns analistas da direita interpretam como possibilidade de aliança com o senador. Tereza Cristina (PP-MS), cotada para a chapa, já indicou que prefere concorrer ao Senado.

Rachaduras na base

Entre os apoiadores de Simões, acredita-se que sua gestão no governo o tornará mais conhecido. Entretanto, as disputas internas para definição da chapa geram atritos entre partidos alinhados à sua base.

A direita mineira está dividida, com a possível candidatura do senador Cleitinho Azevedo, apoiado pelo Republicanos, ganhando força.

O conflito começou após o líder do PSD em Minas, deputado estadual Cássio Soares, questionar a garantia do Novo na escolha do vice na chapa de Simões. Este acordo havia sido firmado anteriormente entre os partidos, com prerrogativa para Zema na indicação.

O Novo sinalizou apoio a outro candidato caso o acordo não seja respeitado, embora Zema e Simões neguem publicamente qualquer ruptura.

Além do PL, que avalia ter seu próprio candidato para Flávio Bolsonaro, Republicanos investe em Cleitinho, o que desagradou Simões, que criticou a estratégia do partido durante evento em Uberlândia, também destacando a necessidade do partido focar em responder acusações relacionadas ao deputado federal Euclydes Pettersen.

Apesar das divergências, Simões expressou respeito ao senador Cleitinho Azevedo, afirmando que nunca estiveram em lados opostos e esperando manter uma relação boa.

Para a vaga de vice, Simões considera o irmão do senador e prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (PL), mas sua principal aposta é a vereadora de Belo Horizonte, Fernanda Altoé (Novo), aliada próxima.

Cleitinho também retribuiu os acenos e não descarta a colaboração com o vice-governador.

O senador tem buscado apoio junto a outros membros do campo bolsonarista, como o deputado Nikolas Ferreira (PL), a quem teria oferecido apoio na disputa se ele abrisse mão da candidatura, proposta que não despertou interesse em Nikolas, que busca reeleição e amplia sua rede de influência.

No PL, deputados estaduais como Cabo Caporezzo e Sargento Rodrigues defendem apoiar Cleitinho na disputa pelo governo.

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