Mundo
Irã avisa possível ataque a infraestrutura de energia após ameaça de Trump
O Irã declarou neste domingo (22) que pode atacar instalações energéticas cruciais no Oriente Médio após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter emitido um ultimato para que o estreito de Ormuz seja reaberto em 48 horas, caso contrário, alertou que irá atacar usinas de energia iranianas.
Este confronto verbal elevou as tensões envolvendo usinas nucleares, em meio a uma guerra que já dura mais de três semanas e que ameaça a economia global devido à possibilidade de alta significativa no preço do petróleo.
Pressionado pela escalada nos preços dos combustíveis em um ano de eleições de meio de mandato, Trump exigiu que o Irã libere a passagem no estreito de Ormuz.
O Irã tem mantido um bloqueio quase total na rota marítima, embora aproximadamente 5% do tráfego anterior à guerra ainda consiga atravessar, segundo dados da consultoria Kpler.
Se o bloqueio persistir, Trump advertiu que os Estados Unidos atacarão e destruirão várias usinas elétricas iranianas, começando pela maior delas, como afirmou em sua rede social Truth Social.
Em resposta, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, prometeu destruir de forma definitiva as infraestruturas de energia, tecnologia da informação e de dessalinização de água da região, ressaltando que isso causará uma alta prolongada nos preços do petróleo.
O comando militar Khatam Al Anbiya também ameaçou fechar completamente o estreito se as ameaças de Trump forem cumpridas.
Além disso, o exército israelense informou estar realizando ataques no centro de Teerã.
A moradora de Teerã, Shiva, de 31 anos, relatou sua preocupação: “Todos nós perdemos o emprego, estamos sem renda e não sabemos até quando isso vai durar.”
Na mesma linha, o grupo libanês Hezbollah, aliado do Irã, declarou ter lançado foguetes contra forças israelenses no norte de Israel, onde um civil morreu devido ao ataque.
O exército israelense recebeu ordens para destruir pontes no sul do Líbano usadas para fins terroristas e acelerar a demolição de casas nas áreas de contato, assim como ocorreu na Faixa de Gaza.
Dois ataques com mísseis iranianos no sul de Israel causaram mais de cem feridos e pânico na região, incluindo uma explosão residencial na cidade de Dimona perto de um importante centro de pesquisa nuclear.
Gali Amir, de 50 anos, responsável por um estabelecimento para pessoas com dificuldades cognitivas próximo ao local da explosão, afirmou não ter esperado por essa situação.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu agir diretamente contra os líderes iranianos, afirmando que irá atrás do regime.
O Irã justificou seus ataques como resposta a um suposto ataque inimigo a um complexo nuclear em Natanz, embora o exército israelense negue conhecimento do ocorrido.
Autoridades internacionais, como a Agência Internacional de Energia Atômica e a Organização Mundial da Saúde, alertaram para uma escalada perigosa do conflito, sobretudo devido aos riscos envolvendo instalações nucleares.
No Oriente Médio, Israel é visto como o único país com armamento nuclear, embora mantenha uma política de não confirmação.
Além disso, o Irã continua seus ataques na região visando desestabilizar o fornecimento global de petróleo, incluindo ataques no Iraque, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, que responderam aos ataques com defesa contra mísseis e drones.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login