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Cuba retoma energia elétrica após segundo apagão na semana

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As autoridades em Cuba conseguiram restaurar o fornecimento de energia elétrica em todo o país no domingo, depois de enfrentar o segundo apagão completo em menos de sete dias. Essa situação se dá em meio à escassez de combustível e ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos.

Dois terços da capital, Havana, já haviam recuperado o fornecimento de energia durante a tarde, segundo a empresa estatal de eletricidade, um dia após o Ministério de Energia anunciar a interrupção total do sistema elétrico nacional, afetando quase 10 milhões de habitantes.

Manuel Marrero Cruz, primeiro-ministro cubano, declarou em uma rede social que graças ao esforço dos trabalhadores do setor elétrico, o Sistema Elétrico Nacional (SEN) foi reativado.

No entanto, as autoridades alertaram que a demanda por energia continuará maior que a oferta disponível.

O apagão ocorreu em um momento de forte pressão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que em janeiro impôs um bloqueio rigoroso ao petróleo enviado para Cuba. Recentemente, Trump mencionou a possibilidade de tomar o controle da ilha.

Um diplomata cubano de alto escalão afirmou que as forças armadas estão se preparando para a possibilidade de uma agressão militar, embora esperem que isso não aconteça.

Carlos Fernández de Cossio, vice-ministro das Relações Exteriores, afirmou que o exército cubano está sempre pronto, e atualmente se prepara para eventuais agressões. Ele destacou que Cuba está aberta ao diálogo com Washington, mas não discutirá mudanças no seu sistema político.

Cuba enfrentou sete apagões nacionais desde o início de 2024, dificultando a vida da população, que teme perder alimentos armazenados devido à falta de energia. A recente falha foi causada por uma pane em uma das usinas termelétricas do país, gerando um efeito em cadeia no sistema elétrico.

Além dos apagões, a escassez de alimentos, medicamentos e produtos essenciais levou a protestos públicos durante a noite.

Desde 9 de janeiro, Cuba não recebe petróleo, prejudicando o setor elétrico, o transporte público e provocando cancelamentos de voos, afetando o turismo.

Esses problemas foram agravados após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, principal aliado de Cuba e fornecedor de petróleo, em uma operação militar americana em 3 de janeiro.

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