Economia
MP investiga rebaixamento de gerentes da Caixa que impediram negócio com Master
O Ministério Público do Trabalho (MPT) iniciou uma investigação para apurar suposto rebaixamento dos três gestores da Caixa Asset, a área que administra fundos de investimento da Caixa Econômica Federal, após terem barrado uma operação comercial com o Banco Master em julho de 2024.
Os funcionários foram removidos de suas posições depois de terem vetado a compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, que enfrentava liquidação pelo Banco Central.
Um relatório confidencial de 19 páginas obtido pela equipe jornalística destacou que a equipe técnica da Caixa Asset recomendou veementemente contra o negócio, qualificando-o de “não usual” e “perigoso”, em função do valor elevado e da avaliação de risco do banco.
Nesse período, a crise financeira no Banco Master já se tornava evidente e, diante da dificuldade de captar recursos no varejo via CDBs, o banco passou a buscar investidores para adquirir letras financeiras, que não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Diversos fundos de pensão de servidores públicos estaduais e municipais investiram nesses títulos, tornando-se credores do Banco Master.
O parecer da equipe técnica deveria ter sido apresentado no comitê de investimentos no dia 4 de julho de 2024; contudo, os gestores foram afastados quatro dias depois.
Na apuração do MPT, está incluída a situação de Leonardo Silva, Mariangela Fraga e Daniel Gracio, que atuavam como gestores de fundos dentro da Caixa Asset, o departamento de investimento da Caixa.

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