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Ibovespa tem leve alta de 0,32% e índice futuro responde a notícias de cessar-fogo

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Depois de um avanço superior a 3% na sessão anterior, o Ibovespa buscou manter os ganhos nesta terça-feira, apoiado principalmente pelas ações da Vale (ON +0,79%) e Petrobras (ON +2,51%, PN +2,69%). Contudo, o setor financeiro, que tem maior peso no índice, exerceu pressão moderada com perdas que não ultrapassaram 1,29% (Banco do Brasil ON).

Durante o dia, o índice oscilou entre a mínima de 179.914,53 pontos e a máxima de 182.649,10 pontos, fechando em 182.509,14 pontos, alta de 0,32%, com volume financeiro de R$ 24,6 bilhões, abaixo da média recente. Na semana, o Ibovespa acumula alta de 3,57%, apesar da queda mensal de 3,33%; no ano, o avanço é de 13,27%.

Após o fechamento, a possibilidade de um cessar-fogo no Oriente Médio animou o mercado, fazendo o índice futuro subir mais de 1%. Segundo uma emissora israelense, um acordo temporário de cessar-fogo por um mês está sendo elaborado por intermediários dos Estados Unidos, como Steve Witkoff e Jared Kushner.

No pregão, além da Petrobras, as ações dos frigoríficos Minerva (+4,80%) e MBRF (+3,37%), Braskem (+3,20%) e CSN Mineração (+2,86%) destacaram-se positivamente. Por outro lado, registraram queda as ações da Azzas (-2,83%), Rumo (-1,96%), Embraer (-1,84%), Natura (-1,82%) e Localiza (-1,73%). Em Nova York, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq tiveram leves retrações.

Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil, comentou que apesar da expectativa de negociações entre Estados Unidos e Irã, as informações permanecem contraditórias, o que torna os próximos dias decisivos para entender se houve uma retomada sustentável ou apenas um respiro temporário no conflito.

Mais do que os dados econômicos, como a ata do Copom que revelou uma postura mais cautelosa em relação ao corte da Selic de 15% para 14,75%, o mercado tem focado na evolução da guerra, que gera incertezas e afeta o humor dos investidores, conforme analisado por Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos.

No decorrer da tarde, novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, confirmaram que há negociações em curso com o Irã, envolvendo figuras como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. Trump afirmou que o Irã concordou em não possuir armas nucleares e que estão em andamento conversas com representantes iranianos visando um acordo.

Além disso, o jornal The Times informou que a Marinha Real Britânica deve liderar esforços para reabrir o Estreito de Ormuz, com planos de garantir a passagem segura para navios comerciais, contando com a cooperação dos Estados Unidos e França.

Em outra frente, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, declarou disponibilidade para facilitar negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio. Contudo, autoridades iranianas permanecem cautelosas, receosas de que eventuais encontros possam ser armadilhas para eliminar líderes importantes, como Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano.

O conflito, que já alcança sua quarta semana, provoca efeitos na oferta mundial de combustíveis, que está se tornando mais restrita em diversas regiões da Ásia, com tendência de escassez também na Europa a partir de abril, conforme indicou o CEO da Shell, Wael Sawan.

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